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Não consigo ficar sozinho.

Você pode estar casado por anos, pode estar no início de um namoro cheio de amor, pode ter vários e vários amigos para sair ou uma família gigante, mesmo assim precisa ter o seu tempo consigo mesmo.

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Parece que, por causa da internet e do excesso de pessoas que acessamos ao mesmo tempo, temos uma falsa sensação de companhia. Se eu estiver sem ninguém pra conversar, chamo alguém no whatsapp. Se não tiver ninguém para contar as novidades, vou no facebook. Caso não tenha alguém para trocar carinhos, recorro Tinder, e nossa vida “internética” parece preencher uma falta, mas esta falta precisa ser curtida também.

A partir do momento que entendemos quem somos, como somos, nossas necessidades e desejos, percebemos que não podemos fugir de nós mesmos. Não podemos nos esconder nos outros. Não devemos esconder nosso silêncio nos barulhos das multidões.

Engana-se quem acha que não ter companhia é triste. Você pode ter seu momento sozinho, mesmo tendo a opção de ter companhia e quando você chega neste nível é sinal que sua maturidade emocional está alta.

Escolher passar uma tarde só com você, curtindo fazer coisas por sua própria vontade, ir a lugares que, teoricamente, são para casais ou para grupos de pessoas irem e nem se incomodar é uma bomba de ânimo para nossa autoestima e um estímulo para continuarmos cuidando de nós, das nossas emoções, do nosso corpo, da nossa alma.

Principalmente as mulheres são pegas com este tipo de sentimento inferiorizado em relação a sair sozinhas. Como foi nos imposto que como mulheres precisamos sair ou com nossos namorados ou com nossas amigas, em alguma ocasião que não houver uma opção ou outra, a sensação de tristeza ou de abandono tomará conta.

Saiba que, para quem nunca teve esta experiência, pode parecer estranho no começo. A sensação de que “falta alguém” virá. Ma, com o tempo, quando você insiste, começa a aprender e ver o número de coisas que consegue fazer justamente porque está sozinho.

E depois, mesmo tendo alguém, mesmo podendo chamar outras pessoas, irá manter o costume de passar um tempo consigo mesmo.

E não estou me referindo só a ficar em casa sozinho, hein. Isto não conta. Estou falando de sair, se arrumar, comer, tomar um café ou ir ao cinema. Andar sem rumo ouvindo alguma música, sentar em um banco e só ficar olhando o movimento, enfim, viver experiências que dificilmente você passaria se tivesse a “distração” de alguém.

Ter pessoas para sair não é ruim! É tão saudável quanto, mas escute o que eu estou falando, você consegue aproveitar muito mais a companhia de outras pessoas quando se sente bem com a sua própria companhia. Você É uma melhor companhia para os outros quando consegue ser uma boa companhia para si mesmo.

Algumas dicas para você que quer começar, mas não tem ideias:

  • Se quiser ir ao cinema, evite o horário da noite;
    Como vão muitos casais e grupos de amigos, você pode se sentir mal e logo desistir. Eu já passei por isto e foi terrível. Então comece indo à tarde, pegando as sessões mais vazias que depois encarará numa boa. Mas eu, até hoje, ainda prefiro ir nas sessões da tarde, sem muito barulho de pipoca, sem muito barulho de beijo ou gente chata hahaha
  • Crie um itinerário;
    No começo você não saberá muito bem o que fazer porque começará a associar com atividades de casal ou de grupos, então saiba para onde vai e o que quer fazer, do contrário, o tempo vai parecer que não passa e você irá ficar entendiado e voltar pra casa.
  • Comece com um café;
    Sair para comer sozinho por opção é diferente de sair para almoçar no horário de almoço do trabalho. Você está acostumado a ter gente pra conversar. Jantar então é mais estranho ainda, parece que pede a companhia de alguém. Então comece indo na padaria perto da sua casa, simplesmente tomar seu café da manhã. Depois, vá para alguma lanchonete ou cafeteria mais longe. Faça esta transição até chegar a almoçar fora e quando menos perceber, irá em todos os lugares!
  • Não comente com as pessoas;
    Por mais que as pessoas tentem te colocar pra cima ou te compreender, elas vão ficar com dó e encher sua cabeça de “discursos motivacionais”, que, na verdade, só te desestimulam. Então, caso se sinta inseguro, quando alguém te perguntar, por exemplo, o que você fez no fim de semana, apenas fale o que fez; não precisa falar com quem. Ainda que perguntem, você pode brincar e falar que é segredo. Crie suas estratégias. Algumas pessoas vão começar a se oferecer para ir ou dar sugestões para te ajudar, ouça com carinho, mas releve. Agradeça e siga sua vida.
  • Tenha a experiência de viajar sozinho.
    Todos no mundo deveriam passar pela experiência de viajar sozinho. Seja para uma cidade ao lado como para outro país. Como é diferente! Eu já viajei com amigos, já viajei com namorado e já viajei sozinha e cada experiência é completamente diferente da outra. A liberdade é indescritível, o amadurecimento também e as histórias do retorno, únicas! Não importa se é uma viagem de fim de semana, de uma semana ou de meses. Passe por isto e depois volte aqui para me agradecer. Parece assustador, mas juro que será um presente!

Quando estiver sozinho e bater uma tristeza, olhe para dentro de você e se faça a pergunta:
-O que me falta para me sentir completo neste momento?
-Por que sinto que me falta a companhia de uma pessoa?
-Por que não consigo aproveitar este momento comigo mesmo?
-Por que preciso de companhia todo o tempo e não somente em alguns momentos/dias?
-Qual seria a diferença se houvesse alguém comigo?

Espero que estas respostas te ajudem a aproveitar mais quem você é!

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Como anda sua comunicação?

Não entendem o que você diz? Geralmente sua fala não traz o efeito que você esperava?

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Um dos maiores problemas que as pessoas encontram, seja em sua vida pessoal como na vida profissional, é a comunicação.
Tendemos a achar que as pessoas estão nos entendendo em todo o tempo e quando não entendem, achamos que a culpa é da pessoa.

Porém, como precisamos nos comunicar eficazmente, até para conseguirmos atingir nossos objetivos, é importante dar mais atenção a este ponto. Cada vez que você não foi bem compreendido e que alguém fez o contrário do que você pediu ou, por exemplo, ficou bravo com alguma fala sua que não teve esta intenção, é o momento de procurar onde está o erro.

Frequentemente pensamos que todos somos iguais, pensamos iguais e temos o mesmo raciocínio. Porém, a verdade é que todos temos uma mente muito complexa e cheia de informações que vão se cruzando e criando sentido para nós.
Tudo o que nos é apresentado é relacionado ao que já fomos expostos anteriormente e, assim, vamos criando nosso “banco de dados” da mente.

Este banco de dados, como é desenvolvido diariamente, possui informações recentes e também antigas. Aquelas que de alguma forma se destacam, como por exemplo traumas ou sucessos, acabam ganhando uma caixinha de destaque e são acessados com mais frequência. É como se, dependendo da informação nova que entra no seu cérebro, desse um match com estas “informações de destaque” e esta associação vai te ajudar a dar sentido à informação recebida.

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Chega de tanta informação complicada e vamos à prática:
Um exemplo bem simples: Imagine que você está em um relacionamento e seu parceiro/sua parceira te manda uma mensagem, dizendo: “Amor, preciso falar com você!”. Universalmente, o que esta informação nos comunica? ‘Algo está errado’ ou ‘Temos alguma problema’ ou então ‘Vamos terminar’.

Vamos ao ponto de vista da pessoa que enviou a mensagem. Ela está em um dia corrido, cheia de problemas para resolver, precisando descansar e, em seu horário de almoço vê uma promoção de uma viagem para o fim de semana. Como já está no fim de seu horário de almoço, para não deixar a ideia passar, envia rapidamente a mensagem: “Amor, preciso falar com você!”

Seria esta uma situação impossível de acontecer? Não! Na verdade, acontece diariamente. Algumas vezes os dois se entendem e percebem que houve um erro de interpretação ou de escolha das palavras da mensagem e em outras vezes termina em brigas pois o receptor da mensagem já chega armado, cheio de argumentos ou com lágrimas, desesperado, com a ansiedade acumulada até o horário da conversa.

De quem foi o erro?
Dos dois: De quem enviou, por não ter prestado atenção que aquelas palavras poderiam gerar um duplo sentido muito ruim e de quem recebeu por, simplesmente, não ter tirado dúvida quanto ao teor da conversa. Uma mensagem como: “Está tudo bem? Algum problema?” poderia ter tirado o peso daquela mensagem.

A questão é que, enquanto não analisarmos as palavras que usamos e em quais

contextos a usamos, continuaremos tendo brigas e climas ruins desnecessários, estresses e desentendimentos que não levarão a lugar nenhum.

Entenda que a responsabilidade é de ambos. Caso haja qualquer tipo de dúvida ou desconforto, é preciso haver um esclarecimento. Não é errado perguntar ou pedir para repetir.

Este erro na comunicação vai se perpetuando e por isso não é estranho você ver pais brigando com seus filhos por não terem feito o que foi pedido ou da forma como foi pedido. (Não estou falando de desobediência, estou falando em relação à não compreensão da informação. À falta de clareza mesmo). Lembre que nossa mente é um banco de dados e que seus filhos tem um banco de dados com menos conteúdos que você, sendo assim, terão menos informações para cruzarem referências e chegarem às conclusões que você gostaria. Então, seja o mais claro possível.

O óbvio não existe. É relativo. O que é óbvio para você, pode não ser para o outro. Então, explique, exemplifique, pergunte se há dúvidas.
Vamos a algumas dicas pontuais que podem auxiliar independente de quem seja o receptor:

  • Utilize palavras que seu receptor entenda. (Analise o perfil de quem vai te ouvir ou ler sua mensagem. Se for criança ou adolescente, se for alguém com menor grau de estudo ou mais elitizado, etc)
  • Explique em tópicos. (É muito mais fácil entender uma informação quando ela é passada através de frases mais objetivas e como passo-a-passo)
  • Caso perceba desconforto ou confusão no olhar da pessoa, pergunte se ficou dúvida ou peça para a pessoa repetir a informação. (Pode parecer uma ofensa, então use um tom de voz e palavras doces para isto)
  • Não esconda detalhes importantes. (Às vezes passamos informações como se fossem charadas e a pessoa tivesse que descobrir o que não foi dito. Pense: “Se fosse comigo, me ajudaria ter esta informação para completar o conhecimento da mensagem?)

Saiba que todos nos comunicamos de formas diferentes, e tudo bem.
Não somos iguais em nenhum aspecto. Temos pontos parecidos, mas cada um no seu estilo.
Avalie como tem sido sua comunicação, tente perceber e se lembrar de quais têm sido os resultados da sua comunicação: causam confusão ou briga? geralmente são mal-interpretados? frequentemente precisam ser explicados mais de uma vez?
Se sim, repense a forma como pede favores, como fala de suas emoções, como tira dúvidas, etc.

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Olhando para dentro.

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Com 21 anos comecei a me dar conta que não conseguiria jamais me desenvolver como pessoa e melhorar em vários aspectos, se não começasse a me enxergar como realmente sou. Este processo não é tão simples e também não tem sim; para a vida toda temos que aprender sobre nós mesmos.

Olhar para dentro é um passo fundamental para nosso autoconhecimento. Nos conhecemos quando olhamos para nossas fragilidades e habilidades, defeitos e qualidades, comportamentos e atitudes. Não tem como olhar para o nosso crescimento se focarmos nos outros ou em situações externas.

Assim como também não temos como trabalhar nosso autoconhecimento sem falarmos em autorresponsabilidade, lidar com conflitos internos, aprender com erros, etc. Então cada mês me aprofundarei em temas pertinentes ao desenvolvimento pessoal, para te ajudar a seguir neste processo comigo.

De junho a dezembro teremos um tema diferente por mês e você poderá enviar perguntas, através dos comentários, até para ajudar no aprofundamento de acordo com as necessidades e dúvidas de vocês.

O mês de junho terá o tema “Olhar para dentro“. O que você gostaria de ler sobre este tema aqui no blog? Qual sua dificuldade em relação a este tema?

Caso ainda não saiba, eu lancei no mês passado um curso sobre Autoconhecimento que, particularmente está perfeito tanto para quem não sabe como começar, quanto para aquelas pessoas que já estão neste processo, mas precisa de exercícios e conteúdo mais focados.

Este é link para o curso:
https://go.hotmart.com/I6877908E

Faça, e depois me deixe sua opinião!

Espero que tenha gostado desta abordagem.
Um abraço e te vejo nas redes sociais e no youtube!

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Hora de maratonar!

Domingo é dia de maratonar.

Se você perdeu algum vídeo, aproveite agora para reparar este erro. rs

1. Qual a pior coisa que pode acontecer…?

2. As dores do autoconhecimento

3. A forma como você vê o mundo precisa mudar hoje.

 

Também gostaria que me ajudasse, lendo o post anterior e deixando seu comentário no que pedi. Pode ser?

LINK: https://dicaprahoje.com/2018/05/16/dica-pra-hoje-e-desenvolvimento-pessoal/

 

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Dica pra Hoje é Desenvolvimento Pessoal!

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Como vocês sabem, o foco do Dica pra Hoje é o desenvolvimento pessoal, através do autoconhecimento.
Tudo o que eu compartilho é visando seu crescimento pessoal. Quero que você busque o autodesenvolvimento colocando minhas dicas em prática e vendo sua transformação.

O blog voltou neste ano, com textos às quartas e tenho gostado porque tem muita gente que curte e interage com os posts, compartilhando e comentando.

Eu quero que este blog seja uma ferramenta útil para o seu dia a dia.
Quero que você acesse na mesma vontade que acessa o canal e que aprenda e cresça tanto quanto aprende e cresce com os vídeos.

Quero trazer textos mais focados ainda no desenvolvimento pessoal e com dicas bem práticas para você acessar e utilizar na sua vida.

Então conta pra mim, em que eu posso te ajudar?
Se você fosse entrar aqui toda semana para buscar alguma dica para te ajudar no seu crescimento pessoal, quais seriam os assuntos, as áreas, os temas que te interessariam?

Conto com seu comentário!

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Meus aprendizados sobre o mês de abril.

O mês de abril foi um mês muito especial com aprendizados bem interessantes. Primeiro que eu aprendi a reconhecer meus limites. Eu sempre soube que não consigo fazer tudo, sempre soube que não posso esperar mais do que deveria sobre mim e sobre os outros, mas sou a rainha das expectativas. Crio expectativas do nada, para nada e sem motivo algum. Isto me frustra e me entristece.

Neste mês tomei algumas decisões tristes e que, mesmo necessárias, não deixaram de ser tristes, mas entendi que precisava. Ao mesmo tempo estas decisões me exigiram recuar e entender que tenho um ritmo que não se ajusta de uma hora para a outra. Preciso me dar uns agrados de vez em quando e preciso acalmar a leoa que mora dentro de mim.

Aceitar que não tenho o controle sobre tudo é bom. É relaxante é confortante. Pensei que seria difícil reconhecer porque o ego é terrível e sempre quer que acreditemos sobre nós mais do que realmente deveríamos. Então só me rendi à realidade e foi como um banho de cachoeira: difícil de entrar por ser muito frio, mas mais difícil de sair, por se tornar tão relaxante.

Aceitar que não podemos tudo não torna a vida mais fácil, mas torna mais “vivível”, mais possível. Quando pensamos sempre nas maiores alturas, olhar pra baixo parece aterrorizante. Quando olhamos de onde realmente estamos, sabemos se realmente é tão assustador assim, já que caminhamos com nossas próprias pernas para chegar até lá.

Quanto mais real é sua visão a respeito de si mesmo e quanto mais reconhece seus limites, é mais fácil encarar-se no espelho e enxergar a realidade.

 

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Hoje eu sou grata por…

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Neste mês resolvi fazer um exercício de gratidão no instagram.
Estou compartilhando, todos os dias, um motivo para agradecer a respeito do meu dia.

Sabe o que tenho percebido? Em alguns dias parece que o motivo de agradecimento já vem logo pela manhã e em outros dias preciso esperar o dia acabar porque parece que não tenho nada para ser grata.

Nestes dias eu fico pensando comigo mesma: “Não é possível que eu não tenha nada para agradecer….”
Vale destacar que não conta como motivo de agradecimento aqueles “básicos”: pela vida, pelo ar, pela família, pelo trabalho, etc.
Eu me refiro a alguma coisa que aconteceu naquele dia mesmo.

E então quando eu pensava assim, revia todo o meu dia na minha cabeça, repassava os acontecimentos e conseguia ver um motivo de gratidão.

Eu simplesmente tinha deixado passar coisas simples ou um acontecimentos pequenos, mas que eram muito especiais: uma decisão que tomei coragem para tomar, meus colegas do boxe que me animam tanto, o fato de que falo inglês e consigo boas oportunidades por conta disso…

E quantas vezes você já deixou passar estes “detalhes” e acabou seu dia achando que nada de bom aconteceu?
Quantas vezes reclamou que seu dia foi uma porcaria e concluiu que só aconteceram tragédias?

Calma, não é só com você. Temos sido consumido pelo excesso de tarefas e perdemos a habilidade de ver algo bom em nós e ao nosso redor.

Eu gostaria de te convidar a participar deste exercício comigo. Seja você escrevendo em um caderno ou lá no instagram, me contando no stories. Um monte de gente me envia cada coisa linda que acabamos criando uma corrente de momentos bons. Um fortalece o outro.

Se você começasse hoje, qual seria o motivo para ser grato? Não importa que horas esteja lendo este texto. Fora os motivos básicos, o que aconteceu hoje que enche seu coração de gratidão? Não precisa ser nada extraordinário ou que seja ‘UAU’. Apenas algo que te faça se sentir grato.
Conta pra mim! 🙂

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Amizade nos tempos de internet

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Não lembro quem me disse, mas ouvi uma frase e é bem certa que dizia ‘é mais difícil conseguir amigos depois de adulto’.
Esta pessoa estava falando sobre não conseguir mais fazer amizades profundas como antes.
Confesso que fiquei um pouco aliviada porque tenho encontrado a mesma dificuldade, mas achei que era só comigo.

E não estou me referindo a ‘fazer amizade’ em si. Eu sei que quando somos crianças nos abrimos mais às pessoas, mas estou me referindo ao fato de que hoje temos nos fechado mais para as pessoas e nos fechado a amizades de verdade: se abrir, ouvir, procurar, saber se está bem, passar em casa, essas coisas.

As redes sociais acabaram substituindo este contato. Conseguimos conversar por horas em um grupo de whatsapp, mas não conseguimos trocar minutos de conversa cara a cara. Falamos com as pessoas pelas redes sociais mas não nos empenhamos para nos encontrarmos pessoalmente.

Parece que depois de adultos colocamos todas as coisas antes das pessoas, né?!
Nosso trabalho, nossa necessidade de lazer, nossas tarefas do dia a dia, nossa casa, nossos filmes, nossas séries…tudo é mais importante do que o próximo.

Sabe o que é engraçado? Eu tenho o costume de chamar meus amigos pra conversar no whatsapp e descobri que isso é estranho. Mais de uma pessoa me falou que não conversa muito com seus amigos de whatsapp. Mas ao mesmo tempo, mais de uma pessoa também me falou que gosta de conversar comigo. E ainda mais interessante ainda, nenhuma destas pessoas me chama pra conversar comigo. Sempre eu que chamo.

Fiquei tentando entender este dilema. Se é bom conversar comigo, por que não me chamar pra conversar? Por que ficar esperando ser chamado? Isso acaba distanciando os laços e esfriando um pouco a amizade.

Parece um texto meio sem critério, né. Mas o que eu queria que você refletisse é no quanto tem investido nos seus amigos e o quando tem se oferecido. É proporcional com o quanto espera receber?

Entendo que temos tantas obrigações, mas nenhuma delas pode ser mais importante do que as pessoas que queremos que façam parte da nossa vida. 

Cultive seus relacionamentos. Regue um pouquinho, de tempos em tempos.
Não adianta regar a quantidade de uma semana em um dia. A flor morre. E também não adianta regar depois que a flor morreu…
Pense nesta comparação e aplique em seus relacionamentos.

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Para maratonar de domingo!

DICA PRA HOJE blog (2)

Todo domingo vou compartilhar aqui no blog, os vídeos da semana.

É uma forma de quem perdeu ou quer assistir novamente, acessar em todos de uma só vez.

O primeiro vídeo da semana foi sobre gratidão.
Pra quem não sabe, neste mês e abril fiz um exercício de gratidão, compartilhando um motivo de gratidão por dia. Está sendo uma experiência bem interessante. Participe comigo me seguindo! É @blogdicaprahoje

O segundo vídeo foi sobre Minimalismo.
Eu compartilhei que o minimalismo me ajuda a estabelecer prioridades.
Eu recomendo de verdade que você assista, porque vai te ajudar a ter uma nova perspectiva.

E o vídeo de sexta-feira foi sobre rotina.
Eu já havia compartilhado com vocês minha rotina matinal, mas desta vez contei como cheguei até ela. Se você precisa de ajuda para montar a sua, dá uma olhada!

 

E aí? Já assistiu? Qual foi o teu vídeo preferido desta semana?

Conta pra mim! 😉

Mais, Reflexões

Quando recebemos um ‘não’.

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Na semana passada falei sobre esperar uma resposta ou um resultado.
O processo em si não é agradável, gera ansiedade e nos deixa vulneráveis.

Hoje quero falar sobre quando recebemos a resposta mas não é aquela que queríamos e não tem mais jeito.
Também não é uma situação muito agradável: esperar a resposta de uma entrevista de emprego e não passar, esperar o dinheiro cair na sua conta e a pessoa não pagar, esperar a hora de ser apresentado e a pessoa esquecer, enfim, não é nada bom quando recebemos o temido ‘não’.

Mas sabemos também que não temos como fugir dele. Em algum momento a resposta será negativa e não teremos solução que não seja aceitar.
Mas aceitar pode ser um processo mais enriquecedor. Veja algumas dicas:

  1. Reflita no porquê do não.
    Logo de cara, o ‘não’ é terrível. Quebra nossas pernas, nos joga da janela do décimo andar sem nem sabermos como caímos. Dá uma certa raiva ou tristeza, mas pensar um pouco no porquê do não nos ajuda a entender a situação como um todo: não passei porque não tinha todas as qualificações para a vaga, não fui bem porque não estudei o suficiente, não  consegui porque não estava pronto comparado a outros, não me quis porque não tínhamos mesmo nada a ver um com o outro. Isto se chama ‘avaliar a situação’.
    Nem todas as respostas serão dadas, mas algumas sim. Então, ao invés de ficar se perguntado “por que não consegui?” ou “por que não deu certo?”, pergunte-se de verdade! E se responda!
  2. “O que faço agora?”
    Sentar e chorar pode ser uma opção no começo, mas depois você vai ter que tomar uma atitude. Então não fique só se remoendo e se punindo que não deu certo. Pense em quais serão os próximos passos, seja para tentar novamente como para tentar coisas diferentes.
    Tirar aprendizados pode ser super enriquecedor para os dias em que se deparar na mesma situação. Você já estará mais preparado e terá mais maturidade para lidar.
  3. ‘Não’ nem sempre é ruim.
    A gente acha que receber um ‘não’ é ruim porque perdemos a visão do todo. Queríamos algo tão obstinadamente que não enxergamos nada à nossa frente. Não olhamos outras opções.
    Quando você receber um não, avalie se isso foi realmente ruim. Às vezes é sinal de que não estava na hora ou que coisas melhorem poderão vir por causa deste não.
    Depois de receber um não, você pode se preparar melhor, aprender coisas novas, amadurecer, e se fortalecer, ter uma opinião mais firme sobre si mesmo ou sobre os outros, etc.
    Não veja o ‘não’ como algo negativo todo o tempo. Pode ser um ‘sim’ disfarçado de uma oportunidade muito boa!