Mais, Reflexões

Quando recebemos um ‘não’.

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Na semana passada falei sobre esperar uma resposta ou um resultado.
O processo em si não é agradável, gera ansiedade e nos deixa vulneráveis.

Hoje quero falar sobre quando recebemos a resposta mas não é aquela que queríamos e não tem mais jeito.
Também não é uma situação muito agradável: esperar a resposta de uma entrevista de emprego e não passar, esperar o dinheiro cair na sua conta e a pessoa não pagar, esperar a hora de ser apresentado e a pessoa esquecer, enfim, não é nada bom quando recebemos o temido ‘não’.

Mas sabemos também que não temos como fugir dele. Em algum momento a resposta será negativa e não teremos solução que não seja aceitar.
Mas aceitar pode ser um processo mais enriquecedor. Veja algumas dicas:

  1. Reflita no porquê do não.
    Logo de cara, o ‘não’ é terrível. Quebra nossas pernas, nos joga da janela do décimo andar sem nem sabermos como caímos. Dá uma certa raiva ou tristeza, mas pensar um pouco no porquê do não nos ajuda a entender a situação como um todo: não passei porque não tinha todas as qualificações para a vaga, não fui bem porque não estudei o suficiente, não  consegui porque não estava pronto comparado a outros, não me quis porque não tínhamos mesmo nada a ver um com o outro. Isto se chama ‘avaliar a situação’.
    Nem todas as respostas serão dadas, mas algumas sim. Então, ao invés de ficar se perguntado “por que não consegui?” ou “por que não deu certo?”, pergunte-se de verdade! E se responda!
  2. “O que faço agora?”
    Sentar e chorar pode ser uma opção no começo, mas depois você vai ter que tomar uma atitude. Então não fique só se remoendo e se punindo que não deu certo. Pense em quais serão os próximos passos, seja para tentar novamente como para tentar coisas diferentes.
    Tirar aprendizados pode ser super enriquecedor para os dias em que se deparar na mesma situação. Você já estará mais preparado e terá mais maturidade para lidar.
  3. ‘Não’ nem sempre é ruim.
    A gente acha que receber um ‘não’ é ruim porque perdemos a visão do todo. Queríamos algo tão obstinadamente que não enxergamos nada à nossa frente. Não olhamos outras opções.
    Quando você receber um não, avalie se isso foi realmente ruim. Às vezes é sinal de que não estava na hora ou que coisas melhorem poderão vir por causa deste não.
    Depois de receber um não, você pode se preparar melhor, aprender coisas novas, amadurecer, e se fortalecer, ter uma opinião mais firme sobre si mesmo ou sobre os outros, etc.
    Não veja o ‘não’ como algo negativo todo o tempo. Pode ser um ‘sim’ disfarçado de uma oportunidade muito boa!
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Para maratonar!

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Se você me segue por aqui e pelo youtube deve ter percebido que não temos mais a sequência de vídeo todos os dias. Agora temos 3 vídeos na semana: às segundas, às quartas e às sextas, às 7h. Dias votados por vocês, nas redes sociais! (Me siga por lá também!)

Então agora que são menos, dá pra compartilhar os vídeos com vocês por aqui.
Todos os domingos vou postar os três vídeos juntinhos que daí você só aperta o play e não perde mais nada!

Se você ainda não é inscrito no canal, peço que se inscreva porque assim a gente cresce e alcança mais pessoas! E se já é inscrito, curta e compartilhe os vídeos com seus amigos! 😉

Bem, vamos lá maratonar os vídeos desta primeira semana no novo formato:

O primeiro foi sobre Minimalismo. Compartilhei sobre como o minimalismo tem me ajudado a definir minhas prioridades.

 

Depois, na quarta-feira, falei sobre planejamento.
Às vezes temos dificuldade para nos planejar porque não conseguimos visualizar nosso futuro. Então ensinei uma técnica muito boa pra você visualizar e montar seu planejamento! E se você for até o canal e clicar no box de informações verá um link para uma planilha que segue a técnica que ensinei.

 

E na sexta-feira, falei sobre autoaceitação. Compartilhei algumas das minhas dificuldades em me aceitar e no processo de me “curar”.

 

Agora é só apertar o play e maratonar os vídeos da semana!
E depois de assistir, comente aqui qual que mais gostou e deixe sugestões para outros vídeos! 😉

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O desafio de esperar.

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Esperar é difícil.

A começar pela espera pelos nove meses da gestação. Há ansiedade, expectativas, medos e várias outras questões que nos invadem, mas que,  na verdade não há nada a fazer,  senão esperar.

A gente pode ficar imaginando cenas na nossa cabeça, ficar recriando situações ideais, mas nada vai mudar o fato de que tudo pode sair exatamente o oposto do que imaginamos ou então bem melhor.

Esperar nos deixa vulneráveis porque acabamos dependendo de variáveis que não estão sob nosso controle e isto de ‘ficar vulnerável’ é bem estranho.

Sempre teremos situações que nos exigirão esperar. Seja pelo ônibus para ir ao trabalho como a resposta de uma entrevista de emprego. Seja a comida esquentar, como a hora certa de terminar um relacionamento.

Não temos como fugir, mas podemos nos educar para aprendermos a lidar com este fato.

  1. Você pode aproveitar enquanto espera para fazer outras coisas que diz não ter tempo.
    Já que aquilo que você tanto quer não acontecerá tão cedo, que tal então agilizar outras atividades ou se dedicar àquilo que diz que nunca consegue fazer por falta de tempo?

  2. Esqueça.
    É estranho pedir para esquecer porque quanto mais queremos esquecer, mais nos lembramos, mas a dica anterior vai te ajudar, pois quanto mais ocupamos nossa mente com algumas coisas, esquecemos de outras.
    E também é importante fazer isto como um exercício. Foque naquilo que pode controlar, naquilo que está sob seu controle. Se não cabe a você agilizar o resultado, não caia nessa de ficar bitolado. Só vai te trazer ansiedade e te deixar mal.
  3. Viva o agora.
    Estamos sendo engolidos por tantas novidades e tantas informações ao mesmo tempo, que parece impossível focar em uma coisa só, ainda mais quando estamos esperando uma resposta ou um resultado.
    Mas quanto mais focarmos no momento presente, será mais fácil esperar as coisas acontecerem no tempo delas.
    Ouvir a pessoa falando sem se deixar distrair por pensamentos, curtir a praia com os amigos sem ficar olhando as redes sociais de 5 em 5 minutos, compartilhar uma foto legal e esquecê-la sem ficar inquieto para saber quantas curtidas recebeu, etc.
    O tempo não volta atrás.

Se está esperando por algo ou alguém, saiba que as coisas vão acontecendo naturalmente. Quer você queira, quer não, certas coisas não dependem de você e esperar será sua única opção.
Mas se aprender esta lição, os resultados positivos serão todos seus: mais resiliência, paciência, domínio próprio, coração leve, mais presença nos momentos, mais prazer na vida.

Só depende de você…

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3 reflexões para quando as coisas não estiverem “andando”.

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De vez em quando acontece. A gente chega em um ponto em que as coisas parecem não acontecer. A gente estava em um período super produtivo ou super satisfatório e, de repente, empacamos. Já passou por isso?

Então quero trazer 3 reflexões para te ajudar nestes momentos:

  1. Estou realmente “empacado”?
    Nem sempre ter parado um pouco quer dizer que empaquei. Posso ter acabado de finalizar um projeto bacana que me exigiu muita energia e agora meu corpo ou meu cérebro quer descansar.
    Fora que para produzirmos mais e melhor, precisamos de descanso. E não digo só o descanso físico, mas o descanso mental. Fazer atividades de lazer e descontração.
    Às vezes as ideias não vêm porque você está se sobrecarregando. Então não force a barra.
  2. O que já consegui até agora?
    É comum quando não conseguimos prosseguir como gostaríamos, acharmos que nada foi feito, que somos improdutivos. Porém é legal relembrar o que já foi feito até agora. Recapitular, além de te dar uma visão do todo e te dar um sentimento de realização pelo que já aconteceu, também te ajuda a dar novas ideias, a partir do que foi feito. Quem sabe você só precisa reavaliar o projeto para conseguir avançar?!
  3. Seria melhor fazer outra coisa?
    Seguindo o critério do tópico um, a estafa chega sim. Não adianta dizer que não. Assim como qualquer parte do corpo, o cérebro precisa descansar. A melhor forma de você ter ideias a respeito de um assunto é parando de pensar nele. Parece estranho, né?! Mas quando saímos daquele ambiente ou daquela tarefa, nosso cérebro ganha um tempinho para “assimilar” o que foi feito até agora e depois de colocar “cada coisa em seu lugar”, vêm novas ideias e você consegue prosseguir!

Gostou? Teste estas dicas e você vai reparar que nem sempre você está empacado e que tem jeito sim!

Bom trabalho! 😉

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Olha só o que a motivação faz…

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Sanduíche com hambúrguer de grão de bico
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Hambúrguer de grão de bico feito por mim 🙂

Eu postei no meu instagram (se não me segue, me procure por lá @blogdicaprahoje) umas fotos de algumas artes culinárias e reparei que não consegui parar de olhar para as fotos e daí até escrevi um pouco sobre como funcionava minha alimentação:

Manteiga de amendoim prontinha!😋 Sabe o que eu acho mais interessante?? Quando eu não prestava atenção no que eu comia, quando me preocupava "só em me alimentar", detestava cozinhar. Eu podia ficar um tempão sem comer DE PREGUIÇA e depois pegava um pacote de bolacha de água e sal com manteiga e comia.😲 . Hoje, me preocupo com o que entra no meu corpo, penso antes de comer e procuro entender o que vai nos alimentos que escolho. E sinto prazer em cozinhar! . Eu jamais imaginaria que ficaria esperando amendoim torrar no forno, depois fazer uma bagunça pra tirar a pele e ficar esperando dar o ponto. . Quando eu comia carne era muito mais fácil comprar hambúrguer pronto e só fritar. Hoje eu preparo o meu, sem conservantes, sem fritura, só com coisa boa! . Meu corpo agradece e a natureza também! Repense sua alimentação. Seu corpo merece só o que é bom!!😉 . #vegetariana #considereovegetarianismo #considereoveganismo #govegan #manteigadeamendoim

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Eu sempre fui muito preguiçosa em relação a afazeres domésticos. Nunca fui chegada, mesmo quando morava sozinha eu procurava comprar coisas “rápidas”. Por que escrevi entre aspas? Por que o que eu achava que era “rápido” é porque eu considerava que cozinhar era trabalhoso, custoso, pesado, demorava, chatice, etc.

Eu preferia gastar dinheiro com delivery ou ficar à base de bolacha de água e sal ou pão só porque eu achava que se eu fosse cozinhar ia ser tão demorado, que não valia a pena…

Sou vegetariana há 8 meses e reparei que desde que me decidi por este tipo de alimentação “nasceu” em mim um desejo de cozinhar. Digo “nasceu” porque é esta a expressão que melhor se encaixa: Não havia em mim e, de repente, surgiu. Era algo que não esperava, mas veio e não quero mais largar. Faz parte de mim e sinto como se eu sempre cozinhasse a vida inteira, entende..

Já criei o hábito de todos os dias preparar minhas refeições e por que?
Porque agora surgiu uma consciência do que eu devo comer. Porque agora me preocupo com causas maiores do que simplesmente me alimentar ou ingerir alimentos. Agora percebo que o que escolho para fazer parte do meu cardápio interfere no funcionamento do meu organismo, na minha saúde e no meio-ambiente.

Minha motivação não é apenas comer. Agora eu consigo ver nos alimentos, muito mais potencial e utilidade! Como repenso o que como, percebo que a melhor forma de me alimentar bem é eu mesma preparar minhas refeições, sabendo o que vai em cada prato, escolhendo adequadamente cada ingrediente. E sinto prazer!

E não quer dizer que, de vez em quando, não peço uma comida. Mas quer dizer que diminuiu muito o número de vezes que peço e quando peço, escolho melhor até o restaurante E o tipo de comida.

Por volta das doze horas da tarde eu já vou para a cozinha e começo a preparar meu almoço e não sinto cansaço ou preguiça como antes. Não é um fardo ou algo que não aguento mais. Eu simplesmente vou. Eu simplesmente cozinho. Eu simplesmente entendo a significância do ato de cozinhar.

Seja qual for a tua necessidade, não importa a área, encontre uma motivação real, que com certeza não medirá esforços para fazer acontecer.

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Meus 32 anos

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Aha!! Achou que não teria texto de reflexão de aniversário, né?! Como não?
Bora lá mergulhar na nostalgia e começar a falar do que já fiz e de como estou….

Na verdade, hoje eu não queria falar do que passou.
Não quero comparar como estava e como estou, e também não quero comparar minha vida atual com minhas expectativas.
Vamos combinar que isso nunca faz bem, mas a gente continua fazendo, né?! rs

32 anos é muito tempo!!
Já parou pra pensar quando alguém fala: 32 anos de casado. 32 anos morando na mesma casa. 32 anos de empresa. 32 anos de um processo cirúrgico complicado.
São muitos anos!

32 anos de vida é mais do que muita gente já viveu e pode ser mais do que o que me espera. Não que eu esteja sendo pessimista, mas não sabemos quando será nossa hora. E eu sou muito tranquila com este fato. Não tenho medo ou receio de morrer. Tá tudo bem. É um ciclo.

O que importa, e o que quero falar hoje é o que tenho feito com meu tempo presente.
O que pretendo fazer com 32 anos e 1 dia de vida? O que farei quando acordar no dia seguinte e depois no outro e mais outro?
Se estou perto ou longe de tanta coisa que sonho não é a questão, mas o que estou fazendo para me afastar do que não é bom e me aproximar do que quero é a real questão. O que estou FAZENDO, EXPERIMENTANDO…

Tenho a sensação de que se eu fizer uma planilha do tempo que passo pensando e me perguntando “e se?”, será muito maior do que o tempo que efetivamente ‘faço’.

Mas é interessante que a cada ano consigo perceber mais maturidade em mim. Que bom, né?!
Já não tenho aquela visão romanceada da adolescência, mas também não tenho uma visão frustrada de alguém que morreu dentro de um corpo vivo.
Estou ali no equilíbrio.

É o meu ano mais ousado e que mais tomei coragem para fazer ou tentar as coisas que realmente quero. Comemoro meus 32 anos com bastante tentativas. São experiências que talvez no aniversário do ano que vem eu tenha mais coisas pra contar.

Há alguns dias conversando com uma amiga, ela me perguntou quais eram meus planos. Eu disse que estou em um intervalo de alguma coisa que não sei quais são. Estou esperando algo que vai acontecer.

Meus 32 anos são um “interlúdio” da próxima etapa.
Ano que vem a gente continua com o capítulo 33 desta história. 😉

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Meu tempo comigo mesma.

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Nasci e cresci em Santos e tenho uma memória de quando era criança e amava praia.
Lembro que minha mãe fazia lanche e a gente ficava o dia inteiro se divertindo.
Também me lembro que como sou a de pele mais clara da família, mesmo passando protetor eu ficava um pimentão, mas era só no primeiro dia. Depois ficava moreninha. Juro! Eu fico morena!!rs

O que eu mais amava era ficar na água e por isso me queimava tanto. Na água não sentimos o tempo passar, né? Quando percebemos, já acabou o dia.

Aos 24 anos me mudei para São Paulo e quando eu falava que era de Santos, os comentários eram sempre os mesmos: “Ai que delícia”. “Ai Santos, praia, litoral, dá pra andar na praia depois do trabalho”. “Ai que qualidade de vida. O que você veio fazer em São Paulo?”.

Eu sempre achei engraçado porque depois que cresci, todo e qualquer fascínio pela praia foi embora. Acho que fiquei com a ideia afetiva de que praia é momento de se divertir, de ir com amigos/família, de passar tempo de qualidade. Não suporto a ideia de ficar tostando, virando de um lado para o outro, ficando toda crocante suja de areia rsrs

Mas às vezes o desejo de ir à praia volta. Em 1 ano e meio que voltei a morar em Santos, fui à praia 3 vezes. rsrs Não sei se vai achar muito ou pouco, mas para mim, foram o suficiente.
Fui quando tinha que ir e quando senti vontade. E não fui para tostar ou ficar queimada. Eu fui para relaxar. Para voltar àquela sensação de realmente aproveitar o tempo alí.

Fui para descansar, para ler, para olhar o mar e as pessoas. Fui porque queria ver o tempo passando de outra forma que não em casa.
Fui mesmo com a bateria do celular acabando e correndo o risco de não acessar às redes sociais. E gostei. Aproveitei.

O que eu quero te falar com tudo isso? Que às vezes precisamos saber o que queremos fazer para nosso próprio bem. Pode não ser na frequência que todos acreditem ser a melhor ou então pode não ser o que a maioria acredita ser o melhor passatempo. Mas você precisa, de vez em quando, relembrar de como é ficar você com você mesmo.

Experimente esta sensação de não ver o tempo passar pelo relógio, mas pelo céu. Experimente não se ocupar com nada a não ser com seu descanso e relaxamento. E não precisa ser na praia, se não mora em cidade litorânea. Pode ser em um parque, em uma praça, em um banquinho sentado. Pode ser na calçada da sua rua , conversando com os vizinhos ou consigo mesmo, pode ser no sofá de casa com sua família…

Se não fizermos estes pequenos gestos, nossa rotina nos engole e só vemos o dia acabar e nada acontecer. Dias passando. Meses acabando. Ano novo chegando e nossa vida simplesmente seguiu a corrente. Foi-se embora.

Pense nisto!

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Não tenha medo de ter medo.

Se você realmente quer prosperar pense em investimentos de verdade, e não nas aparências. (2)

Você já deve ter lido frases falando que a melhor forma de vencer o medo é encarando-o, né?! Sim. É verdade. Eu sei.
Se tenho medo de altura, não preciso pular do topo do prédio, mas posso ir para alguma janela e ver que não morri só porque estou em um andar alto. É superável. Que bom.

Mas o problema é que às vezes o medo não é medo de algo aterrorizante. É o medo de dar certo. É medo fazer o que tanto quer, mas não saber o que vai acontecer depois disto.
É pensar que depois que deu certo, talvez não esteja pronto para o que vem depois.
São medos que vem de algo que pode dar certo.
E não deveríamos, né. Até porque este tipo de medo é pior que o anterior.

Deixe eu explicar: No primeiro medo, aquele de coisa ruim, nós criamos mais coragem para encarar porque é meio que um desafio, cria endorfina e tal.
Já no segundo medo, a gente tem o inesperado incluso na cena, então o esforço é maior para superá-lo.

O que eu quero com este texto é que você comece a fazer aquilo que vai dar certo. Aquilo que só depende de mais um passo e que o resultado pode ser incrível. Incrível de dois modos:

  1. Porque se der certo você conseguiu o que tanto queria;
  2. Porque se não deu certo você se superou quando tentou.

E aí? Já começou a agir? Bora fazer acontecer e vencer o medo, seja ele qual for.

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A humanidade do ser humano.

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Eu me lembro como se fosse hoje quando ouvi sobre o acidente de avião, com a seleção do Chapecoense. Me lembro de ver pessoas do Brasil inteiro e até de fora do país, preocupados e querendo saber o que aconteceu e de que forma poderiam ajudar.

Também me lembro de ver jogadores, de diferentes seleções, vestindo a camisa de um time que não era o deles e focados em demonstrar seus sentimentos pela grande tragédia que abalou o país.

Pensando neste acidente, me vêm à mente alguns outros incidentes como barracos que desabaram, cidades alagadas, crianças assassinadas em sua própria escola e tantos outros casos que nos deixam tristes e preocupados a respeito da humanidade. O que tem acontecido com nosso lado humano?

Fico pensando que somos movidos por grandes acontecimentos. Quando grandes tragédias acontecem, nos sensibilizamos, nos mobilizamos e agimos: levantamos suprimentos, nos voluntariamos, doamos dinheiro, etc. Logo o tempo passa e nossa memória “falha”. De repente a vida toma seu curso de sempre e não temos mais ninguém para ajudar.

A verdade é que não precisamos esperar grandes tragédias, assassinatos ou balas perdidas, chuvas ou outros tipos de fatalidades acontecerem.
Também não precisamos restringir ‘fazer o bem’ a obras de caridade: igreja, instituições, asilos, moradores de rua.
Fazer o bem precisa ser algo nato nosso. 

Assim como nos sensibilizamos pelos que sofreram algum tipo de fatalidade, devemos nos sensibilizar pelos que sofrem fatalidades todos os dias: amigos de nossas crianças que não ganham atenção de seus pais, que não tem acompanhamento escolar de seus responsáveis, pessoas que fazem parte do nosso dia a dia que estão usando calçado furado há semanas (muito provavelmente porque não têm dinheiro para comprar outro), amigos que falam que não vão poder sair para comer fora porque estão cansados, mas que na verdade não teriam condições de pagar o passeio, e você deve se lembrar de vários outros exemplos que fazem parte da sua, da minha, da nossa vida.

O que temos feito? Geralmente fingimos que não percebemos nada, ‘acreditamos’ nas mentiras dos outros – porque nos convém- e abrimos mão de nos “incomodarmos” com o que “não é da nossa conta”.

Eu tenho um “problema”: quando vou me desfazer de coisas minhas, costumo doar. Minha primeira ação é descobrir se alguém precisa e, dependendo do que é, tento vender, mas se não conseguir, não tenho problema em passar para frente, porque fico pensando: e se fosse comigo? Eu gostaria de ganhar ou que me vendessem? Mesmo que a um preço simbólico, eu preferiria que me presenteassem, que vissem minha necessidade ou que perguntassem ‘quanto pode pagar por tal coisa’?

Não acho errado quem vende suas coisas, tá?! Sério. Não acho errado. Estou falando de um hábito meu. Até porque o estresse da venda me desanima a manter negociações, etc. Prefiro dar logo. rs

Mas o objetivo deste texto é te convidar a perceber as oportunidades de ajudar as pessoas que fazem parte do seu dia a dia.
Nos condoemos com pessoas que nem conhecemos, mas não com aquelas que conversamos, que vemos, que abraçamos.

A partir do momento que abrir seus olhos para as oportunidades, irá perceber que ajudar não é necessariamente doar dinheiro ou roupas, mas é ensinar alguém a montar um currículo, ou dar dicas para alguém que vai à uma entrevista de trabalho. É ouvir a pessoa desabafar sobre algo que está incomodando, é imprimir um documento na sua impressora para que a pessoa não tenha este gasto em uma papelaria; é ensinar alguma coisa que você sabe, elogiar quando perceber que a pessoa se esforçou em algo, reconhecer uma tomada de decisão – mesmo que fácil para você – mas que para a pessoa era um desafio.

Nossa! Eu poderia dar mil exemplos mais.
Mas, abra seus olhos! QUEIRA ver as oportunidades! 
QUEIRA fazer parte do processo de transformação ou  de melhoria, na vida de alguém.
É o que você gostaria que fizessem por você, não é?!

Faça. Quem sai ganhando é você. Acredite.

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No agora ou no futuro?

 

agora

O despertador toca e nossa primeira reação é “Droga! Vou ter que levantar…”
Você está no trabalho e chegou o horário do seu almoço. Você está conversando e de repente percebe que faltam poucos minutos para voltar para o trabalho…
Você está chegando em casa depois de um dia puxado e quando olhar o relógio já imagina que, no dia seguinte, terá que acordar cedo de novo.
E como num looping eterno, vivemos em função das próximas horas, que se tornarão próximos minutos e que se tornarão próximos segundos, até se tornar…AGORA.

Imagino que nossas gerações anteriores – bisavôs, avôs- ficariam chocados com o tanto de informação que recebemos durante o dia e também com o fato de que nossos dias voam, de tanto que temos coisas para fazer: entregar relatório no fim do dia, fechar o projeto para semana seguinte, resolver a situação na próxima manhã. Vivemos constantemente para o futuro. E nisso perdemos o presente do agora.

Cada vez que você olha o relógio, tem duas opções:
1. Sigo para o próximo minuto que vai chegar
2. Vivo este minuto que acabou de começar.

Ou seja, sofro a angústia e um futuro que não sei como vai ser ou vivo intencionalmente e propositalmente o agora, que é o que tenho controle.
Isto é uma escolha.

Não digo que não devemos nos planejar, eu sou a pessoa que mais ama planejar neste mundo. Planejar dá mais tranquilidade.
Mas o que quero é que, já que você fez seus planos, descanse e aproveite enquanto o ‘agora’ acontece. Bem na sua frente.

Por vivermos pensando nos próximos minutos, nos próximos dias, nas próximas semanas e por guiarmos nossas vidas por prazos, não nos damos o presente de desfrutarmo o presente.
Então gostaria de te sugerir algumas tarefas para te ajudar nesta questão:

  1. Saia para bater-papo com alguém e ouça com intenção real e sincera de estar na conversa;
  2. Restrinja o uso das redes sociais e e-mails a apenas alguns horários específicos do seu dia;
  3. Desafie-se a sair de casa sem seu celular;
  4. Fique pelo menos um dia sem postar nas suas redes, mesmo que haja um acontecimento muuuito bom. Deixe para o dia seguinte;
  5. Depois que maratonar uma série com seu amigo ou cônjuge, guarde um tempo para conversarem a respeito, trocarem opiniões. Não comece outra maratona logo em seguida;
  6. Tente começar e terminar uma conversa pelo whatsapp, sem ficar enrolado o dia inteiro em uma conversa sem objetivos, que só te deixa preso no seu celular e que tira sua atenção das tarefas realmente importantes.

O que você achou?
Acredite que enquanto escrevo estas situações, na maioria delas, é um desafio para mim mesma. São tarefas que pretendo colocar em prática.

Essa ‘mania’ que temos de vivermos o minuto seguinte, está matando nosso agora. É como se esperássemos tanto o ‘futuro’ chegar, que quando ele chega, não sabemos o que fazer com ele.

Pense nisso. Viva seu agora intencionalmente, e seu futuro será muito melhor vivido.