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Meus aprendizados sobre o mês de abril.

O mês de abril foi um mês muito especial com aprendizados bem interessantes. Primeiro que eu aprendi a reconhecer meus limites. Eu sempre soube que não consigo fazer tudo, sempre soube que não posso esperar mais do que deveria sobre mim e sobre os outros, mas sou a rainha das expectativas. Crio expectativas do nada, para nada e sem motivo algum. Isto me frustra e me entristece.

Neste mês tomei algumas decisões tristes e que, mesmo necessárias, não deixaram de ser tristes, mas entendi que precisava. Ao mesmo tempo estas decisões me exigiram recuar e entender que tenho um ritmo que não se ajusta de uma hora para a outra. Preciso me dar uns agrados de vez em quando e preciso acalmar a leoa que mora dentro de mim.

Aceitar que não tenho o controle sobre tudo é bom. É relaxante é confortante. Pensei que seria difícil reconhecer porque o ego é terrível e sempre quer que acreditemos sobre nós mais do que realmente deveríamos. Então só me rendi à realidade e foi como um banho de cachoeira: difícil de entrar por ser muito frio, mas mais difícil de sair, por se tornar tão relaxante.

Aceitar que não podemos tudo não torna a vida mais fácil, mas torna mais “vivível”, mais possível. Quando pensamos sempre nas maiores alturas, olhar pra baixo parece aterrorizante. Quando olhamos de onde realmente estamos, sabemos se realmente é tão assustador assim, já que caminhamos com nossas próprias pernas para chegar até lá.

Quanto mais real é sua visão a respeito de si mesmo e quanto mais reconhece seus limites, é mais fácil encarar-se no espelho e enxergar a realidade.

 

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Hoje eu sou grata por…

gratidão

Neste mês resolvi fazer um exercício de gratidão no instagram.
Estou compartilhando, todos os dias, um motivo para agradecer a respeito do meu dia.

Sabe o que tenho percebido? Em alguns dias parece que o motivo de agradecimento já vem logo pela manhã e em outros dias preciso esperar o dia acabar porque parece que não tenho nada para ser grata.

Nestes dias eu fico pensando comigo mesma: “Não é possível que eu não tenha nada para agradecer….”
Vale destacar que não conta como motivo de agradecimento aqueles “básicos”: pela vida, pelo ar, pela família, pelo trabalho, etc.
Eu me refiro a alguma coisa que aconteceu naquele dia mesmo.

E então quando eu pensava assim, revia todo o meu dia na minha cabeça, repassava os acontecimentos e conseguia ver um motivo de gratidão.

Eu simplesmente tinha deixado passar coisas simples ou um acontecimentos pequenos, mas que eram muito especiais: uma decisão que tomei coragem para tomar, meus colegas do boxe que me animam tanto, o fato de que falo inglês e consigo boas oportunidades por conta disso…

E quantas vezes você já deixou passar estes “detalhes” e acabou seu dia achando que nada de bom aconteceu?
Quantas vezes reclamou que seu dia foi uma porcaria e concluiu que só aconteceram tragédias?

Calma, não é só com você. Temos sido consumido pelo excesso de tarefas e perdemos a habilidade de ver algo bom em nós e ao nosso redor.

Eu gostaria de te convidar a participar deste exercício comigo. Seja você escrevendo em um caderno ou lá no instagram, me contando no stories. Um monte de gente me envia cada coisa linda que acabamos criando uma corrente de momentos bons. Um fortalece o outro.

Se você começasse hoje, qual seria o motivo para ser grato? Não importa que horas esteja lendo este texto. Fora os motivos básicos, o que aconteceu hoje que enche seu coração de gratidão? Não precisa ser nada extraordinário ou que seja ‘UAU’. Apenas algo que te faça se sentir grato.
Conta pra mim! 🙂

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Amizade nos tempos de internet

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Não lembro quem me disse, mas ouvi uma frase e é bem certa que dizia ‘é mais difícil conseguir amigos depois de adulto’.
Esta pessoa estava falando sobre não conseguir mais fazer amizades profundas como antes.
Confesso que fiquei um pouco aliviada porque tenho encontrado a mesma dificuldade, mas achei que era só comigo.

E não estou me referindo a ‘fazer amizade’ em si. Eu sei que quando somos crianças nos abrimos mais às pessoas, mas estou me referindo ao fato de que hoje temos nos fechado mais para as pessoas e nos fechado a amizades de verdade: se abrir, ouvir, procurar, saber se está bem, passar em casa, essas coisas.

As redes sociais acabaram substituindo este contato. Conseguimos conversar por horas em um grupo de whatsapp, mas não conseguimos trocar minutos de conversa cara a cara. Falamos com as pessoas pelas redes sociais mas não nos empenhamos para nos encontrarmos pessoalmente.

Parece que depois de adultos colocamos todas as coisas antes das pessoas, né?!
Nosso trabalho, nossa necessidade de lazer, nossas tarefas do dia a dia, nossa casa, nossos filmes, nossas séries…tudo é mais importante do que o próximo.

Sabe o que é engraçado? Eu tenho o costume de chamar meus amigos pra conversar no whatsapp e descobri que isso é estranho. Mais de uma pessoa me falou que não conversa muito com seus amigos de whatsapp. Mas ao mesmo tempo, mais de uma pessoa também me falou que gosta de conversar comigo. E ainda mais interessante ainda, nenhuma destas pessoas me chama pra conversar comigo. Sempre eu que chamo.

Fiquei tentando entender este dilema. Se é bom conversar comigo, por que não me chamar pra conversar? Por que ficar esperando ser chamado? Isso acaba distanciando os laços e esfriando um pouco a amizade.

Parece um texto meio sem critério, né. Mas o que eu queria que você refletisse é no quanto tem investido nos seus amigos e o quando tem se oferecido. É proporcional com o quanto espera receber?

Entendo que temos tantas obrigações, mas nenhuma delas pode ser mais importante do que as pessoas que queremos que façam parte da nossa vida. 

Cultive seus relacionamentos. Regue um pouquinho, de tempos em tempos.
Não adianta regar a quantidade de uma semana em um dia. A flor morre. E também não adianta regar depois que a flor morreu…
Pense nesta comparação e aplique em seus relacionamentos.

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Para maratonar de domingo!

DICA PRA HOJE blog (2)

Todo domingo vou compartilhar aqui no blog, os vídeos da semana.

É uma forma de quem perdeu ou quer assistir novamente, acessar em todos de uma só vez.

O primeiro vídeo da semana foi sobre gratidão.
Pra quem não sabe, neste mês e abril fiz um exercício de gratidão, compartilhando um motivo de gratidão por dia. Está sendo uma experiência bem interessante. Participe comigo me seguindo! É @blogdicaprahoje

O segundo vídeo foi sobre Minimalismo.
Eu compartilhei que o minimalismo me ajuda a estabelecer prioridades.
Eu recomendo de verdade que você assista, porque vai te ajudar a ter uma nova perspectiva.

E o vídeo de sexta-feira foi sobre rotina.
Eu já havia compartilhado com vocês minha rotina matinal, mas desta vez contei como cheguei até ela. Se você precisa de ajuda para montar a sua, dá uma olhada!

 

E aí? Já assistiu? Qual foi o teu vídeo preferido desta semana?

Conta pra mim! 😉

Mais, Reflexões

Quando recebemos um ‘não’.

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Na semana passada falei sobre esperar uma resposta ou um resultado.
O processo em si não é agradável, gera ansiedade e nos deixa vulneráveis.

Hoje quero falar sobre quando recebemos a resposta mas não é aquela que queríamos e não tem mais jeito.
Também não é uma situação muito agradável: esperar a resposta de uma entrevista de emprego e não passar, esperar o dinheiro cair na sua conta e a pessoa não pagar, esperar a hora de ser apresentado e a pessoa esquecer, enfim, não é nada bom quando recebemos o temido ‘não’.

Mas sabemos também que não temos como fugir dele. Em algum momento a resposta será negativa e não teremos solução que não seja aceitar.
Mas aceitar pode ser um processo mais enriquecedor. Veja algumas dicas:

  1. Reflita no porquê do não.
    Logo de cara, o ‘não’ é terrível. Quebra nossas pernas, nos joga da janela do décimo andar sem nem sabermos como caímos. Dá uma certa raiva ou tristeza, mas pensar um pouco no porquê do não nos ajuda a entender a situação como um todo: não passei porque não tinha todas as qualificações para a vaga, não fui bem porque não estudei o suficiente, não  consegui porque não estava pronto comparado a outros, não me quis porque não tínhamos mesmo nada a ver um com o outro. Isto se chama ‘avaliar a situação’.
    Nem todas as respostas serão dadas, mas algumas sim. Então, ao invés de ficar se perguntado “por que não consegui?” ou “por que não deu certo?”, pergunte-se de verdade! E se responda!
  2. “O que faço agora?”
    Sentar e chorar pode ser uma opção no começo, mas depois você vai ter que tomar uma atitude. Então não fique só se remoendo e se punindo que não deu certo. Pense em quais serão os próximos passos, seja para tentar novamente como para tentar coisas diferentes.
    Tirar aprendizados pode ser super enriquecedor para os dias em que se deparar na mesma situação. Você já estará mais preparado e terá mais maturidade para lidar.
  3. ‘Não’ nem sempre é ruim.
    A gente acha que receber um ‘não’ é ruim porque perdemos a visão do todo. Queríamos algo tão obstinadamente que não enxergamos nada à nossa frente. Não olhamos outras opções.
    Quando você receber um não, avalie se isso foi realmente ruim. Às vezes é sinal de que não estava na hora ou que coisas melhorem poderão vir por causa deste não.
    Depois de receber um não, você pode se preparar melhor, aprender coisas novas, amadurecer, e se fortalecer, ter uma opinião mais firme sobre si mesmo ou sobre os outros, etc.
    Não veja o ‘não’ como algo negativo todo o tempo. Pode ser um ‘sim’ disfarçado de uma oportunidade muito boa!
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Para maratonar!

trimestre

Se você me segue por aqui e pelo youtube deve ter percebido que não temos mais a sequência de vídeo todos os dias. Agora temos 3 vídeos na semana: às segundas, às quartas e às sextas, às 7h. Dias votados por vocês, nas redes sociais! (Me siga por lá também!)

Então agora que são menos, dá pra compartilhar os vídeos com vocês por aqui.
Todos os domingos vou postar os três vídeos juntinhos que daí você só aperta o play e não perde mais nada!

Se você ainda não é inscrito no canal, peço que se inscreva porque assim a gente cresce e alcança mais pessoas! E se já é inscrito, curta e compartilhe os vídeos com seus amigos! 😉

Bem, vamos lá maratonar os vídeos desta primeira semana no novo formato:

O primeiro foi sobre Minimalismo. Compartilhei sobre como o minimalismo tem me ajudado a definir minhas prioridades.

 

Depois, na quarta-feira, falei sobre planejamento.
Às vezes temos dificuldade para nos planejar porque não conseguimos visualizar nosso futuro. Então ensinei uma técnica muito boa pra você visualizar e montar seu planejamento! E se você for até o canal e clicar no box de informações verá um link para uma planilha que segue a técnica que ensinei.

 

E na sexta-feira, falei sobre autoaceitação. Compartilhei algumas das minhas dificuldades em me aceitar e no processo de me “curar”.

 

Agora é só apertar o play e maratonar os vídeos da semana!
E depois de assistir, comente aqui qual que mais gostou e deixe sugestões para outros vídeos! 😉

Mais, Produtividade, Reflexões

O desafio de esperar.

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Esperar é difícil.

A começar pela espera pelos nove meses da gestação. Há ansiedade, expectativas, medos e várias outras questões que nos invadem, mas que,  na verdade não há nada a fazer,  senão esperar.

A gente pode ficar imaginando cenas na nossa cabeça, ficar recriando situações ideais, mas nada vai mudar o fato de que tudo pode sair exatamente o oposto do que imaginamos ou então bem melhor.

Esperar nos deixa vulneráveis porque acabamos dependendo de variáveis que não estão sob nosso controle e isto de ‘ficar vulnerável’ é bem estranho.

Sempre teremos situações que nos exigirão esperar. Seja pelo ônibus para ir ao trabalho como a resposta de uma entrevista de emprego. Seja a comida esquentar, como a hora certa de terminar um relacionamento.

Não temos como fugir, mas podemos nos educar para aprendermos a lidar com este fato.

  1. Você pode aproveitar enquanto espera para fazer outras coisas que diz não ter tempo.
    Já que aquilo que você tanto quer não acontecerá tão cedo, que tal então agilizar outras atividades ou se dedicar àquilo que diz que nunca consegue fazer por falta de tempo?

  2. Esqueça.
    É estranho pedir para esquecer porque quanto mais queremos esquecer, mais nos lembramos, mas a dica anterior vai te ajudar, pois quanto mais ocupamos nossa mente com algumas coisas, esquecemos de outras.
    E também é importante fazer isto como um exercício. Foque naquilo que pode controlar, naquilo que está sob seu controle. Se não cabe a você agilizar o resultado, não caia nessa de ficar bitolado. Só vai te trazer ansiedade e te deixar mal.
  3. Viva o agora.
    Estamos sendo engolidos por tantas novidades e tantas informações ao mesmo tempo, que parece impossível focar em uma coisa só, ainda mais quando estamos esperando uma resposta ou um resultado.
    Mas quanto mais focarmos no momento presente, será mais fácil esperar as coisas acontecerem no tempo delas.
    Ouvir a pessoa falando sem se deixar distrair por pensamentos, curtir a praia com os amigos sem ficar olhando as redes sociais de 5 em 5 minutos, compartilhar uma foto legal e esquecê-la sem ficar inquieto para saber quantas curtidas recebeu, etc.
    O tempo não volta atrás.

Se está esperando por algo ou alguém, saiba que as coisas vão acontecendo naturalmente. Quer você queira, quer não, certas coisas não dependem de você e esperar será sua única opção.
Mas se aprender esta lição, os resultados positivos serão todos seus: mais resiliência, paciência, domínio próprio, coração leve, mais presença nos momentos, mais prazer na vida.

Só depende de você…

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3 reflexões para quando as coisas não estiverem “andando”.

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De vez em quando acontece. A gente chega em um ponto em que as coisas parecem não acontecer. A gente estava em um período super produtivo ou super satisfatório e, de repente, empacamos. Já passou por isso?

Então quero trazer 3 reflexões para te ajudar nestes momentos:

  1. Estou realmente “empacado”?
    Nem sempre ter parado um pouco quer dizer que empaquei. Posso ter acabado de finalizar um projeto bacana que me exigiu muita energia e agora meu corpo ou meu cérebro quer descansar.
    Fora que para produzirmos mais e melhor, precisamos de descanso. E não digo só o descanso físico, mas o descanso mental. Fazer atividades de lazer e descontração.
    Às vezes as ideias não vêm porque você está se sobrecarregando. Então não force a barra.
  2. O que já consegui até agora?
    É comum quando não conseguimos prosseguir como gostaríamos, acharmos que nada foi feito, que somos improdutivos. Porém é legal relembrar o que já foi feito até agora. Recapitular, além de te dar uma visão do todo e te dar um sentimento de realização pelo que já aconteceu, também te ajuda a dar novas ideias, a partir do que foi feito. Quem sabe você só precisa reavaliar o projeto para conseguir avançar?!
  3. Seria melhor fazer outra coisa?
    Seguindo o critério do tópico um, a estafa chega sim. Não adianta dizer que não. Assim como qualquer parte do corpo, o cérebro precisa descansar. A melhor forma de você ter ideias a respeito de um assunto é parando de pensar nele. Parece estranho, né?! Mas quando saímos daquele ambiente ou daquela tarefa, nosso cérebro ganha um tempinho para “assimilar” o que foi feito até agora e depois de colocar “cada coisa em seu lugar”, vêm novas ideias e você consegue prosseguir!

Gostou? Teste estas dicas e você vai reparar que nem sempre você está empacado e que tem jeito sim!

Bom trabalho! 😉

Mais, Reflexões

Olha só o que a motivação faz…

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Sanduíche com hambúrguer de grão de bico
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Hambúrguer de grão de bico feito por mim 🙂

Eu postei no meu instagram (se não me segue, me procure por lá @blogdicaprahoje) umas fotos de algumas artes culinárias e reparei que não consegui parar de olhar para as fotos e daí até escrevi um pouco sobre como funcionava minha alimentação:

Manteiga de amendoim prontinha!😋 Sabe o que eu acho mais interessante?? Quando eu não prestava atenção no que eu comia, quando me preocupava "só em me alimentar", detestava cozinhar. Eu podia ficar um tempão sem comer DE PREGUIÇA e depois pegava um pacote de bolacha de água e sal com manteiga e comia.😲 . Hoje, me preocupo com o que entra no meu corpo, penso antes de comer e procuro entender o que vai nos alimentos que escolho. E sinto prazer em cozinhar! . Eu jamais imaginaria que ficaria esperando amendoim torrar no forno, depois fazer uma bagunça pra tirar a pele e ficar esperando dar o ponto. . Quando eu comia carne era muito mais fácil comprar hambúrguer pronto e só fritar. Hoje eu preparo o meu, sem conservantes, sem fritura, só com coisa boa! . Meu corpo agradece e a natureza também! Repense sua alimentação. Seu corpo merece só o que é bom!!😉 . #vegetariana #considereovegetarianismo #considereoveganismo #govegan #manteigadeamendoim

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Eu sempre fui muito preguiçosa em relação a afazeres domésticos. Nunca fui chegada, mesmo quando morava sozinha eu procurava comprar coisas “rápidas”. Por que escrevi entre aspas? Por que o que eu achava que era “rápido” é porque eu considerava que cozinhar era trabalhoso, custoso, pesado, demorava, chatice, etc.

Eu preferia gastar dinheiro com delivery ou ficar à base de bolacha de água e sal ou pão só porque eu achava que se eu fosse cozinhar ia ser tão demorado, que não valia a pena…

Sou vegetariana há 8 meses e reparei que desde que me decidi por este tipo de alimentação “nasceu” em mim um desejo de cozinhar. Digo “nasceu” porque é esta a expressão que melhor se encaixa: Não havia em mim e, de repente, surgiu. Era algo que não esperava, mas veio e não quero mais largar. Faz parte de mim e sinto como se eu sempre cozinhasse a vida inteira, entende..

Já criei o hábito de todos os dias preparar minhas refeições e por que?
Porque agora surgiu uma consciência do que eu devo comer. Porque agora me preocupo com causas maiores do que simplesmente me alimentar ou ingerir alimentos. Agora percebo que o que escolho para fazer parte do meu cardápio interfere no funcionamento do meu organismo, na minha saúde e no meio-ambiente.

Minha motivação não é apenas comer. Agora eu consigo ver nos alimentos, muito mais potencial e utilidade! Como repenso o que como, percebo que a melhor forma de me alimentar bem é eu mesma preparar minhas refeições, sabendo o que vai em cada prato, escolhendo adequadamente cada ingrediente. E sinto prazer!

E não quer dizer que, de vez em quando, não peço uma comida. Mas quer dizer que diminuiu muito o número de vezes que peço e quando peço, escolho melhor até o restaurante E o tipo de comida.

Por volta das doze horas da tarde eu já vou para a cozinha e começo a preparar meu almoço e não sinto cansaço ou preguiça como antes. Não é um fardo ou algo que não aguento mais. Eu simplesmente vou. Eu simplesmente cozinho. Eu simplesmente entendo a significância do ato de cozinhar.

Seja qual for a tua necessidade, não importa a área, encontre uma motivação real, que com certeza não medirá esforços para fazer acontecer.

Mais, Reflexões

Meus 32 anos

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Aha!! Achou que não teria texto de reflexão de aniversário, né?! Como não?
Bora lá mergulhar na nostalgia e começar a falar do que já fiz e de como estou….

Na verdade, hoje eu não queria falar do que passou.
Não quero comparar como estava e como estou, e também não quero comparar minha vida atual com minhas expectativas.
Vamos combinar que isso nunca faz bem, mas a gente continua fazendo, né?! rs

32 anos é muito tempo!!
Já parou pra pensar quando alguém fala: 32 anos de casado. 32 anos morando na mesma casa. 32 anos de empresa. 32 anos de um processo cirúrgico complicado.
São muitos anos!

32 anos de vida é mais do que muita gente já viveu e pode ser mais do que o que me espera. Não que eu esteja sendo pessimista, mas não sabemos quando será nossa hora. E eu sou muito tranquila com este fato. Não tenho medo ou receio de morrer. Tá tudo bem. É um ciclo.

O que importa, e o que quero falar hoje é o que tenho feito com meu tempo presente.
O que pretendo fazer com 32 anos e 1 dia de vida? O que farei quando acordar no dia seguinte e depois no outro e mais outro?
Se estou perto ou longe de tanta coisa que sonho não é a questão, mas o que estou fazendo para me afastar do que não é bom e me aproximar do que quero é a real questão. O que estou FAZENDO, EXPERIMENTANDO…

Tenho a sensação de que se eu fizer uma planilha do tempo que passo pensando e me perguntando “e se?”, será muito maior do que o tempo que efetivamente ‘faço’.

Mas é interessante que a cada ano consigo perceber mais maturidade em mim. Que bom, né?!
Já não tenho aquela visão romanceada da adolescência, mas também não tenho uma visão frustrada de alguém que morreu dentro de um corpo vivo.
Estou ali no equilíbrio.

É o meu ano mais ousado e que mais tomei coragem para fazer ou tentar as coisas que realmente quero. Comemoro meus 32 anos com bastante tentativas. São experiências que talvez no aniversário do ano que vem eu tenha mais coisas pra contar.

Há alguns dias conversando com uma amiga, ela me perguntou quais eram meus planos. Eu disse que estou em um intervalo de alguma coisa que não sei quais são. Estou esperando algo que vai acontecer.

Meus 32 anos são um “interlúdio” da próxima etapa.
Ano que vem a gente continua com o capítulo 33 desta história. 😉