Como anda sua comunicação?

Não entendem o que você diz? Geralmente sua fala não traz o efeito que você esperava?

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Um dos maiores problemas que as pessoas encontram, seja em sua vida pessoal como na vida profissional, é a comunicação.
Tendemos a achar que as pessoas estão nos entendendo em todo o tempo e quando não entendem, achamos que a culpa é da pessoa.

Porém, como precisamos nos comunicar eficazmente, até para conseguirmos atingir nossos objetivos, é importante dar mais atenção a este ponto. Cada vez que você não foi bem compreendido e que alguém fez o contrário do que você pediu ou, por exemplo, ficou bravo com alguma fala sua que não teve esta intenção, é o momento de procurar onde está o erro.

Frequentemente pensamos que todos somos iguais, pensamos iguais e temos o mesmo raciocínio. Porém, a verdade é que todos temos uma mente muito complexa e cheia de informações que vão se cruzando e criando sentido para nós.
Tudo o que nos é apresentado é relacionado ao que já fomos expostos anteriormente e, assim, vamos criando nosso “banco de dados” da mente.

Este banco de dados, como é desenvolvido diariamente, possui informações recentes e também antigas. Aquelas que de alguma forma se destacam, como por exemplo traumas ou sucessos, acabam ganhando uma caixinha de destaque e são acessados com mais frequência. É como se, dependendo da informação nova que entra no seu cérebro, desse um match com estas “informações de destaque” e esta associação vai te ajudar a dar sentido à informação recebida.

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Chega de tanta informação complicada e vamos à prática:
Um exemplo bem simples: Imagine que você está em um relacionamento e seu parceiro/sua parceira te manda uma mensagem, dizendo: “Amor, preciso falar com você!”. Universalmente, o que esta informação nos comunica? ‘Algo está errado’ ou ‘Temos alguma problema’ ou então ‘Vamos terminar’.

Vamos ao ponto de vista da pessoa que enviou a mensagem. Ela está em um dia corrido, cheia de problemas para resolver, precisando descansar e, em seu horário de almoço vê uma promoção de uma viagem para o fim de semana. Como já está no fim de seu horário de almoço, para não deixar a ideia passar, envia rapidamente a mensagem: “Amor, preciso falar com você!”

Seria esta uma situação impossível de acontecer? Não! Na verdade, acontece diariamente. Algumas vezes os dois se entendem e percebem que houve um erro de interpretação ou de escolha das palavras da mensagem e em outras vezes termina em brigas pois o receptor da mensagem já chega armado, cheio de argumentos ou com lágrimas, desesperado, com a ansiedade acumulada até o horário da conversa.

De quem foi o erro?
Dos dois: De quem enviou, por não ter prestado atenção que aquelas palavras poderiam gerar um duplo sentido muito ruim e de quem recebeu por, simplesmente, não ter tirado dúvida quanto ao teor da conversa. Uma mensagem como: “Está tudo bem? Algum problema?” poderia ter tirado o peso daquela mensagem.

A questão é que, enquanto não analisarmos as palavras que usamos e em quais

contextos a usamos, continuaremos tendo brigas e climas ruins desnecessários, estresses e desentendimentos que não levarão a lugar nenhum.

Entenda que a responsabilidade é de ambos. Caso haja qualquer tipo de dúvida ou desconforto, é preciso haver um esclarecimento. Não é errado perguntar ou pedir para repetir.

Este erro na comunicação vai se perpetuando e por isso não é estranho você ver pais brigando com seus filhos por não terem feito o que foi pedido ou da forma como foi pedido. (Não estou falando de desobediência, estou falando em relação à não compreensão da informação. À falta de clareza mesmo). Lembre que nossa mente é um banco de dados e que seus filhos tem um banco de dados com menos conteúdos que você, sendo assim, terão menos informações para cruzarem referências e chegarem às conclusões que você gostaria. Então, seja o mais claro possível.

O óbvio não existe. É relativo. O que é óbvio para você, pode não ser para o outro. Então, explique, exemplifique, pergunte se há dúvidas.
Vamos a algumas dicas pontuais que podem auxiliar independente de quem seja o receptor:

  • Utilize palavras que seu receptor entenda. (Analise o perfil de quem vai te ouvir ou ler sua mensagem. Se for criança ou adolescente, se for alguém com menor grau de estudo ou mais elitizado, etc)
  • Explique em tópicos. (É muito mais fácil entender uma informação quando ela é passada através de frases mais objetivas e como passo-a-passo)
  • Caso perceba desconforto ou confusão no olhar da pessoa, pergunte se ficou dúvida ou peça para a pessoa repetir a informação. (Pode parecer uma ofensa, então use um tom de voz e palavras doces para isto)
  • Não esconda detalhes importantes. (Às vezes passamos informações como se fossem charadas e a pessoa tivesse que descobrir o que não foi dito. Pense: “Se fosse comigo, me ajudaria ter esta informação para completar o conhecimento da mensagem?)

Saiba que todos nos comunicamos de formas diferentes, e tudo bem.
Não somos iguais em nenhum aspecto. Temos pontos parecidos, mas cada um no seu estilo.
Avalie como tem sido sua comunicação, tente perceber e se lembrar de quais têm sido os resultados da sua comunicação: causam confusão ou briga? geralmente são mal-interpretados? frequentemente precisam ser explicados mais de uma vez?
Se sim, repense a forma como pede favores, como fala de suas emoções, como tira dúvidas, etc.

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