A humanidade do ser humano.

Charity-Formation

Eu me lembro como se fosse hoje quando ouvi sobre o acidente de avião, com a seleção do Chapecoense. Me lembro de ver pessoas do Brasil inteiro e até de fora do país, preocupados e querendo saber o que aconteceu e de que forma poderiam ajudar.

Também me lembro de ver jogadores, de diferentes seleções, vestindo a camisa de um time que não era o deles e focados em demonstrar seus sentimentos pela grande tragédia que abalou o país.

Pensando neste acidente, me vêm à mente alguns outros incidentes como barracos que desabaram, cidades alagadas, crianças assassinadas em sua própria escola e tantos outros casos que nos deixam tristes e preocupados a respeito da humanidade. O que tem acontecido com nosso lado humano?

Fico pensando que somos movidos por grandes acontecimentos. Quando grandes tragédias acontecem, nos sensibilizamos, nos mobilizamos e agimos: levantamos suprimentos, nos voluntariamos, doamos dinheiro, etc. Logo o tempo passa e nossa memória “falha”. De repente a vida toma seu curso de sempre e não temos mais ninguém para ajudar.

A verdade é que não precisamos esperar grandes tragédias, assassinatos ou balas perdidas, chuvas ou outros tipos de fatalidades acontecerem.
Também não precisamos restringir ‘fazer o bem’ a obras de caridade: igreja, instituições, asilos, moradores de rua.
Fazer o bem precisa ser algo nato nosso. 

Assim como nos sensibilizamos pelos que sofreram algum tipo de fatalidade, devemos nos sensibilizar pelos que sofrem fatalidades todos os dias: amigos de nossas crianças que não ganham atenção de seus pais, que não tem acompanhamento escolar de seus responsáveis, pessoas que fazem parte do nosso dia a dia que estão usando calçado furado há semanas (muito provavelmente porque não têm dinheiro para comprar outro), amigos que falam que não vão poder sair para comer fora porque estão cansados, mas que na verdade não teriam condições de pagar o passeio, e você deve se lembrar de vários outros exemplos que fazem parte da sua, da minha, da nossa vida.

O que temos feito? Geralmente fingimos que não percebemos nada, ‘acreditamos’ nas mentiras dos outros – porque nos convém- e abrimos mão de nos “incomodarmos” com o que “não é da nossa conta”.

Eu tenho um “problema”: quando vou me desfazer de coisas minhas, costumo doar. Minha primeira ação é descobrir se alguém precisa e, dependendo do que é, tento vender, mas se não conseguir, não tenho problema em passar para frente, porque fico pensando: e se fosse comigo? Eu gostaria de ganhar ou que me vendessem? Mesmo que a um preço simbólico, eu preferiria que me presenteassem, que vissem minha necessidade ou que perguntassem ‘quanto pode pagar por tal coisa’?

Não acho errado quem vende suas coisas, tá?! Sério. Não acho errado. Estou falando de um hábito meu. Até porque o estresse da venda me desanima a manter negociações, etc. Prefiro dar logo. rs

Mas o objetivo deste texto é te convidar a perceber as oportunidades de ajudar as pessoas que fazem parte do seu dia a dia.
Nos condoemos com pessoas que nem conhecemos, mas não com aquelas que conversamos, que vemos, que abraçamos.

A partir do momento que abrir seus olhos para as oportunidades, irá perceber que ajudar não é necessariamente doar dinheiro ou roupas, mas é ensinar alguém a montar um currículo, ou dar dicas para alguém que vai à uma entrevista de trabalho. É ouvir a pessoa desabafar sobre algo que está incomodando, é imprimir um documento na sua impressora para que a pessoa não tenha este gasto em uma papelaria; é ensinar alguma coisa que você sabe, elogiar quando perceber que a pessoa se esforçou em algo, reconhecer uma tomada de decisão – mesmo que fácil para você – mas que para a pessoa era um desafio.

Nossa! Eu poderia dar mil exemplos mais.
Mas, abra seus olhos! QUEIRA ver as oportunidades! 
QUEIRA fazer parte do processo de transformação ou  de melhoria, na vida de alguém.
É o que você gostaria que fizessem por você, não é?!

Faça. Quem sai ganhando é você. Acredite.

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