Reflexões

A bipolaridade sentimental de uma mulher solteira aos 30 anos

livre

Tenho 30 anos e não passei pela crise dos 30, até que comecei a perceber que fiquei “romanticamente bipolar”. (Eu e minhas expressões inventadas! Rs)
Uns meses depois de fazer 30 anos lembro de ter caído a ficha que eu não havia conseguido “ser bem sucedida no amor”. E daí veio o desespero.

Que mulher solteira que nunca se sentiu desesperada que atire a primeira pedra! Rs
No começo eu não achava que era desespero. Achava que era apenas uma mulher solteira querendo encontrar alguém. Até que reparei que qualquer sorriso já me derretia, qualquer café já mexia comigo, qualquer abertura já batia como um pedido de casamento.
Daí olhei pra mim mesma e disse, estou desesperada. Rs

Esta fase durou uns dois a três meses. Rolou até Tinder! Rs (Que minha mãe não leia!! kkkk)
Mas não adiantava…não achava ninguém tão interessante, ou não queria conhecer, ou não era a mesma coisa…alguma coisa não batia.

Com o passar do tempo eu fui me acalmando e percebendo que tudo bem ser solteira com vinte ou trinta ou quarenta ou seja lá com quantos anos for.
E daí veio a minha bipolaridade. Eu fui para o outro extremo. Já não queria mais ninguém. Sabe aquelas frases famosas: “Nenhum homem presta”, ”Meu ex está feliz com outra”, “Melhor mesmo é ficar sozinha”, “Ser feliz não significa me casar”, etc.? Nossa, era só nisso que eu pensava.  E quando vinha alguém me perguntar se eu estava namorando, eu já dizia: “Não e não estou procurando”. (O que era verdade, mas eu dizia mais pra mim mesma, pra me convencer rs)

Agora, mais pro fim do ano, percebi que existe um equilíbrio nisso tudo e que a felicidade é mais ampla e mais leve do que eu imaginava.
Este extremo acabou me ajudando a ponderar tudo e colocar as coisas em ordem.
Eu consegui me conhecer mais, ver caraterísticas que antes eu não via e perceber que posso sim ser feliz solteira.
Este ano de 2016 foi extremamente produtivo pra mim. Meu foco estava 1000% na minha carreira e em como desenvolver o Dica pra Hoje. Tive ideias incríveis, perdi o medo de tentar, de ousar, o que, tenho certeza que não conseguiria se não fosse pelo fato de eu estar solteira.

Também percebi que existe uma padronização de felicidade tão terrível que condena pessoas com sonhos diferentes à eterna “meia felicidade”.
Aqueles tapinhas nas costas do tipo: “Eu sei que você está feliz. Ser solteira é muito bom…” e na mente completa a frase com “mas ter alguém é tão melhor…tadinha…”

Eu encaro minha bipolaridade como uma arma incrível pra eu ter investido mais em mim!
Sabe aquele extremo que citei no começo de querer qualquer um, porque vai que fosse o único?! Então…passou.
Sempre fui muito lógica, muito racional e agora consegui centrar meus sentimentos e perceber que não vale a pena desperdiça-los. São preciosos.

Fiquei com medo de mim quando recebi a notícia do cara que eu gostava que ele estava gostando de outra pessoa e eu simplesmente pensei: ok. Tô triste, mas é vida que segue.
Talvez eu esteja racionalizando demais…(O alarme disparou!!!)

Preciso continuar encontrando o equilíbrio e “organizar a casa”. Entre ser uma eterna bela adormecida aguardando o beijo do príncipe encantado e uma solteira convicta que desistiu do amor, existe uma Joyce que pode desfrutar seus momentos com ou sem um par romântico.

 

 

Anúncios

2 thoughts on “A bipolaridade sentimental de uma mulher solteira aos 30 anos”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s