Minimalismo

Minha casa é muito pequena

rebeca

Quem é que já não falou isto: “Minha casa é muito pequena!” ou “Preciso de um guarda-roupas maior!”ou então “Nossa! Vamos precisar comprar um gaveteiro para as outras coisas!”

Estas frases são tão comuns nos dias de hoje… as pessoas compram tantas coisas que não param para pensar no espaço que têm em casa. Ou então acabam deixando tudo “socado” em alguma gaveta ou lugar que não é o apropriado e reclama da bagunça.
A verdade é que não é bagunça. É acúmulo.

Eu ouvi uma frase há algumas semanas atrás, não me lembro de quem, me desculpem, e achei bem interessante: “Se não cabe não é pra ficar”. A culpa não é do espaço que é menor, afinal você já sabia o espaço disponível. O problema está em ter muitas coisas. Tantas que nem cabe onde deveria.

Cada cantinho da nossa casa, de cada cômodo, de nosso trabalho, do nosso carro, enfim, cada cantinho da nossa vida precisa estar leve. Se você olha e se sente bem, em paz, leve, então tudo bem. Mas se por um momento você olhar para algum cantinho e se sentir irritado, bagunçado, com vontade de jogar algo (ou alguém) pela janela, então acho que está na hora de ver melhores maneiras de organizar suas coisas ou desfazer-se delas.

Para os fãs da Marie Kondo ou curiosos a respeito do método dela de organização, eu encontrei esses guias no blog amandaarruda.com que te darão uma ideia bem interessante do que fazer com os seus objetos:

  • Faça o declutter todo de uma vez só. Marie defende que o declutter e a arrumação é um trabalho pontual, não um trabalho para a vida inteira. Se você tem sempre que destralhar é porque tem algo errado no seu método – e, segundo a autora, é tanto o modo quanto o tempo que se leva para fazer essa limpa. Kondo diz que o tempo que se leva para destralhar uma casa deve ser o mais curto possível – o que quer dizer que você deve adaptar para as suas possibilidades, porém fazendo o esforço óbvio de que tudo seja feito no período mais curto que você puder.
  • O limite é você quem diz. Marie conta, no livro, que ao destralhar, a gente nota um ‘clique’ quando chega ao nosso número ideal de pertences.
  • Mantenha consigo apenas os itens que te trazem alegria. Nem precisa comentar muito, né? Se desfaça de tudo o que não te traz felicidade. Isso inclui aquelas roupas que você acha que vai usar – mas nunca usa – e aqueles livros que você comprou, não leu e só te fazem sentir culpado. Eles já cumpriram o seu papel na sua vida (te mostrar do que você não gosta ou o que não encaixa no seu estilo, por exemplo) e, se você não sente mais alegria ao vê-los ou tocá-los, é melhor deixar que sigam seu caminho.
  • Destralhe por categorias, não por cômodos. Organizar por cômodo é um erro, porque muitas vezes  a gente esquece coisas que estão em outros cômodos, mas pertencem à mesma categoria (por exemplo, roupas podem estar no guarda-roupa, no cesto de roupa suja, na máquina de lavar e no cesto de roupas limpas – e, geralmente, esses itens não habitam os mesmos cômodos). Daí você vai achar que fez o declutter certinho, porém não fez, porque você não juntou todos os seus itens e, assim, não tem uma noção correta do todo.
  • A ordem faz diferença. A ordem em que você faz seu declutter faz toda a diferença, uma vez que ela vai influenciar na rapidez e na fluidez do seu destralhamento. Se você começar com itens de valor sentimental, por exemplo, tudo vai demorar mais (e pode ser até que não vá pra frente). Sabe quando você se empolgava pra arrumar o quarto e caía naquela boa e velha caixa de fotos e cartas e a arrumação ficava pra depois (nunca)? Pois é, é bem por aí. Deve-se começar por itens mais simples e, depois, fazer a limpa nos mais complexos. Marie indica a seguinte ordem de organização: roupas, livros, papelada, miscelâneas (basicamente, todo o resto da casa que não encaixe nas outras categorias) e coisas com valor sentimental.
  • Destralhe antes, organize depois. Desnecessário dizer, mas todo mundo sabe que não se deve organizar tralha. Portanto: jogue fora ou doe tudo primeiro e, só então, pense em como vai organizar o que restou.
  • Não se iluda com métodos estrambólicos de organização. Métodos devem ser simples. Segundo Marie, se você precisa de zilhões de etiquetas e métodos inteligentes para guardar seus pertences, isso é um prova que você ainda não simplificou o suficiente. Uma caixa deve servir, uma cesta deve resolver, nada muito extraordinário é necessário, na hora de compartimentalizar o que você tem.
  • Cuide bem de seus pertences. Marie também dá dicas de como cuidar de nossos pertences, fazendo-os se sentir amados e queridos pela gente. É curiosa a forma como ela diz que devemos lidar com nossos objetos, desde de agradecê-los por terem cumprido seu papel no nosso dia até a forma como os guardamos, que deve ser ‘confortável’ para eles. Por exemplo, meias, segundo Marie, não devem ser estocadas em formato de bola, pois isso não seria justo com elas, já que o momento em que não estão sendo usadas é um momento de descanso para elas – e, quando estão enroladas numa bola, elas estão tensas e não conseguem descansar. É engraçado pensar assim, mas acredito que, no fim, o que quer dizer é que precisamos cuidar direitinho dos nossos pertences, pra que eles durem mais e continuem nos trazendo alegria.

E aí? Será que sua casa é realmente pequeno? Será que você precisa de um armário maior? Será que precisa colocar tanta coisa embaixo da cama?
Vamos “construir” mais espaços ao invés de diminuí-los?

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