Minimalismo, Reflexões

Consumo consciente: App Moda Livre

Não dá pra falar de minimalismo sem falar sobre consumo consciente.
A partir do momento que assumimos ter apenas aquilo que precisamos, indiretamente assumimos que vamos comprar apenas aquilo que realmente precisamos.
A primeira parte já foi entendida.

Vamos à segunda parte: De onde vem o que compramos?
É fácil pensar em necessidade e preço. Mas será que refletimos sobre de onde vem o que compramos?
Vamos falar hoje sobre nossas roupas. Há um tempo atrás estourou na mídia notícias sobre o trabalho escravo.

zara
Zara

Em reportagem feita pelo site Repórter Brasil em agosto de 2012: “Equipes de fiscalização trabalhista flagraram, pela terceira vez, trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa para a Zara, do grupo espanhol Inditex. A equipe registrou contratações ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas de até 16h diárias, cobrança e desconto irregular de dívidas dos salários e proibição de deixar o local de trabalho. Um dos trabalhadores confirmou que a autorização do dono da oficina para sair da casa era concedida apenas em casos urgentes. A investigação se iniciou em outra fiscalização, realizada em maio do mesmo ano. Na ocasião, 52 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes”.

Renner

“A Renner foi responsabilizada por autoridades trabalhistas pela exploração de 37 costureiros bolivianos em regime de escravidão contemporânea. O flagrante aconteceu em novembro de 2014 em uma oficina de costura terceirizada localizada na periferia de São Paulo. Os trabalhadores viviam sob condições degradantes em alojamentos, cumpriam jornadas exaustivas e parte deles estava submetida à servidão por dívida. Tais condições constam no artigo 149 do Código Penal Brasileiro como suficientes – mesmo que isoladas – para se configurar o crime de utilização de trabalho escravo. A fiscalização responsabilizou a Renner também por aliciamento e tráfico de pessoas.”

Nesta reportagem, também mostram outras lojas, como: Marisa, Pernambucanas, M.Officer, Le Lis Blanc, Gregory, e mais.

No ano seguinte, o site fez outras reportagem, leia aqui.

Creio que tão importante quanto comprar somente aquilo que realmente precisamos é saber que o que compramos não está fazendo mal a ninguém.
Então, como saber se a loja onde eu compro minhas roupas apoia/ utiliza o trabalho escravo?
Encontrei um aplicativo que conta exatamente isto!
Se chama Moda Livre.

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Este aplicativo monitora cerca de 77 grifes e varejistas e, através de cores, como as do semáforo, mostra se elas participam ou já participaram de trabalho escravo.
Como você pode ver na imagem acima, à direita, as marcas recebem classificações por cor:

Vermelha: Se a marca não controla as condições laborais das fábricas, já foi autuada por trabalho escravo ou se negou a responder o questionário.
Amarela: Se ela monitora seus fornecedores, mas de forma insuficiente ou se já foi flagrada anteriormente com mão de obra escrava.
Verde: Se a empresa tem mecanismos de acompanhamento da cadeia produtiva e não tem histórico de uso de mão de obra escrava.

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Fonte

Nesta imagem mostra os outros recursos disponíveis: No menu de baixo, você encontra notícias sobre o assunto e assim fica por dentro do que não sai na mídia!

Roupas de qualidade precisam ser feitas por pessoas reconhecidas legalmente e moralmente por seu serviço!
Não faça parte dos que alimentam o trabalho escravo.
Seja consciente com seus gastos e a origem do que você leva para sua casa! 😉

Um abraço.

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