Minimalismo, Reflexões

Minimalismo da mente

minimalist
Fonte

Eu escrevi alguns posts sobre o assunto aqui no blog a pedido de vocês e deu muito certo porque percebi que muitas pessoas estão buscando o assunto.
Hoje, quero falar sobre Minimalismo da mente.

Pra falar a verdade nem sei se existe uma linha de estudo sobre o minimalismo da mente. Se não houver, anotem aí que fui eu quem começou! rs
É que eu sei que minha vida é minimalista. Não sou do tipo de pessoa que tem muitas coisas, não gosto de ter muitas coisas, não me sinto bem quando vejo que tenho muito, me sinto bagunçada.

Ter poucas coisas, na verdade, sempre me trouxe benefícios. 

Eu aprendi a ter pouco quando participei de um trabalho voluntário. Quando fui viajar tinha um limite de peso para viver cerca de 3 anos fora. E, no aeroporto, ainda tive que restringir tudo em 1 mala apenas, porque houve um problema com a companhia aérea.
Depois, tive de aprender a me contextualizar. Pois vivi em um país africano onde eu tinha mais do que as pessoas que moravam na comunidade em que eu morava.
Vi que os moradores tinham no máximo 3 conjuntos de roupas e eu tinha tantas que nem precisaria repetir roupas na semana.

Sempre fui muito desapegada. Sempre doei minhas coisas com muita facilidade.
Mas nunca parei pra pensar no propósito das coisas.
O “material” é tão mais fácil, mas na verdade é um reflexo do que está acontecendo por dentro.

Não adianta eu começar a doar tudo, me desfazer de tudo, vender um monte de coisas que estão sobrando, porque se nossa mente não for minimalista, com o tempo passaremos a pegar tudo de volta.
Daremos a desculpa de que precisamos de outras coisas, de que agora que tem mais espaço precisamos de outros detalhes, e assim por diante.

Nossa mente precisa entender que precisamos ter o que precisamos e que somos felizes pelo que somos e não pelo que temos.
Muitos dos conflitos sobre o “ter” começam na mente porque as “coisas” são uma extensão do que queremos reafirmar que somos.

Se estamos satisfeitos conosco, por dentro, saberemos exatamente o que precisamos no nosso armário, na nossa bolsa, na nossa casa, na nossa estante, etc.

Ouso dizer que o minimalismo deve começar através de uma análise interna. Assim será até mais fácil decidir o que vai, o que fica e o que virá.

O que você acha sobre isso?

Se nossa mente não for minimalista, com o tempo passaremos a pegar tudo de volta.

 

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3 thoughts on “Minimalismo da mente”

  1. Eu acho, Joyce, que é um tremendo exercício de desapego. Prova pela qual o jovem rico não passou ao querer seguir Jesus, mas não conseguir obedecê-lo no tocante à vender tudo o que possuía primeiro.
    Ótimo artigo. Obrigada.

    Gostar

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