Mais

Histórias pra contar: Abner, do nordeste para o mundo.

Quando pensei em nomes para participar deste quadro, alguns vieram à minha cabeça. Abner foi um destes nomes.
Este Pernambucano do sorriso gigante tem uma história de vida incrível e, quando o entrevistei, descobri mais coisas novas, que hoje vou compartilhar com vocês.

387814_2346358131117_1249386285_n
Abner Bezerra, 30 anos, nordestino, do Pernambuco, morando em São Paulo há mais de 3 anos.

Desde que te conheci, percebi em você uma paixão muito grande pelo que faz. Uma satisfação em relação à sua carreira. Como era isso quando era mais novo? O que queria ser? Como se imaginava adulto?
Minha mãe queria muito que eu seguisse a carreira de direito e eu quase fui. Mas antes de decidir comecei a pesquisar, conversei com muitas pessoas pra conhecer melhor e a partir destas conversas eliminei o que eu não gostava. Eu sabia que gostava de pessoas, de liberdade, de trabalhos mais dinâmicos, de criatividade e isso me ajudou a filtrar.
Daí fiquei em dúvida entre publicidade ou administração. E de novo comecei a conversar com pessoas dessas áreas e cheguei a conclusão que administração era amplo e eu poderia tentar, depois, me especializar em outras áreas.
Foi um choque pra minha mãe quando eu não escolhi direito e sim administração, mas logo que entrei na faculdade já recebi um convite de uma empresa e fui descobrindo as áreas para trabalhar e me apaixonei por marketing. Fui transferido pro marketing e descobri que amava estratégia, comunicação, fazer as pessoas se identificarem com marca, etc. Eu encontrei propósito nisso. Fazer coisas melhores, participar da vida das pessoas me faz feliz. Hoje eu tenho uma fonte de prazer.

Com quantos aos você começou a trabalhar? Conte um pouco sobre esta experiência.
Meu primeiro emprego foi com 17 anos, mas para explicar melhor isto eu tenho que voltar um pouco no tempo.
Conheci o Programa Jovens Embaixadores no 2º ano do ensino médio. Me inscrevi e houve uma seleção no Brasil e fui selecionado pra representar Pernambuco nos Estados Unidos. Era um sonho fazer um intercâmbio e esta foi a grande oportunidade. Eram 2000 pessoas no Brasil e eu fui com tudo pago. Esta visualização me ajudou muito e me possibilitou oportunidades muito boas, como esta, pois comecei a estagiar no primeiro ano de faculdade.

Sem título

O que você começou a fazer para se qualificar para o mercado?
Quando decidi estudar administração eu sabia que era muito amplo e várias pessoas se graduavam neste curso, então pensei desde o primeiro dia em agregar conhecimentos e formações que me possibilitassem ganhar outras oportunidades pelos meus diferenciais. O inglês não seria um diferencial. Eu precisava ter um currículo legal. Eu sabia que precisava me preparar.
Esta participação no programa dos Estados Unidos já me abriu muitas portas em questão de visibilidade. Além do inglês, busquei certificações internacionais e fiz curso de didática para sala de aula.
No 60 semestre da faculdade conheci um programa chamado Student Leaders e me inscrevi. Havia cerca de 10.000 inscritos e, dentre estes todos, passei na seleção. Havia somente 2 vagas para o curso de administração no Brasil. Fui pros Estados Unidos e isto agregou muito na minha formação. Pois além de fazer um curso de liderança tive contato com pessoas de várias áreas.
Eu sempre busquei cursos diferentes para ampliar meu conhecimento de mundo e que me oferecesse um background. Eu me envolvia em projetos diferentes da minha área para agregar como formação e assim, ter um currículo diferenciado.
Quando me formei, meu currículo era diferente dos outros 50 colegas da faculdade que se formaram comigo.

Hoje você trabalha em uma das maiores e mais disputadas multinacionais. Como você vê seu crescimento na empresa?
Eu, na verdade, entrei como treinee. Me inscrevi para esta vaga e minha formação me ajudou a me diferenciar e fui crescendo e crescendo dentro da empresa.
O que eu sempre busquei foi sair da zona de conforto e conhecer departamentos e projetos diferentes. E isto continua me ajudando a ampliar meu conhecimento até hoje.

Quais realizações seu sucesso profissional te proporcionou?
Primeiro, me possibilitou conhecer muita gente boa e diferente  no ambiente corporativo.
Segundo, realizações materiais: meu carro – Me lembro que sempre ia pra faculdade de ônibus, então esta foi uma grande conquista –  também comprei meu apartamento e já viajei pra outros países.
Em terceiro lugar, cada vez mais entender coisas que não quero fazer e como pode por meio do trabalho impactar a vida das pessoas. Contribuir de alguma forma pra ter um ambiente melhor. Não só um mundo melhor, porque é muito amplo, mas a cidade e a vida das pessoas.

Qual dica ou conselho você pode dar pra alguém que está começando sua carreira agora?Primeira – seja curioso. Pesquisar, se inteirar de coisas novas, abrir a cabeça para o máximo de oportunidades que pode ter. Descobrir áreas novas e as novas tendências.
Segundo- Buscar um trabalho onde você consiga ganhar dinheiro, mas principalmente fazer algo que gosta. Tem muita gente que opta pelo emprego da moda, concurso por estabilidade, profissão que a mãe quer, mas é preciso se identificar com a área.
Dentro do que você gosta, o que você gosta de fazer? Tenha seu tempo para investigar.
É mais fácil identificar o que não gosta e quais as oportunidade dentro daquilo que gosta.
Terceiro – fazer acontecer. Correr atrás das coisas. Muita gente fica presa ao conforto e às facilidades que os pais dão, mas quando você corre atrás das coisas, as conquistas têm um gosto diferente.
A gente pode observar os atletas. Embora antes houve o investimento dos pais, existe um esforço pessoal, uma conquista diária deles mesmos.

Depois da entrevista, a conversa ficou tão boa que continuamos conversando e destaquei aqui abaixo algumas informações importantes que não necessariamente estavam em alguma pergunta, mas que trazem muitas respostas para quem está em busca de crescimento e desenvolvimento profissional:

  • Beba de fontes variadas.
  • Tente coisas diferentes.
  • Esta geração tem mais oportunidades que antigamente. Aproveite isso!
  • Você deve buscar sua formação e não, esperar que sua universidade te forme. Não é só “estudar o que cai na prova”. Busque mais.
  • Ser bem -sucedido é uma questão de referencial. Uma pessoa pode ser materialmente falando, bem sucedida, mas não ser feliz com o que tem. É o equilíbrio de fazer o que gosta e ser feliz fazendo isso que torna você bem-sucedido.

 

 

 

Anúncios

1 thought on “Histórias pra contar: Abner, do nordeste para o mundo.”

  1. Joyce, querida, achei muito interessante quando ele falou que encontrou PROPÓSITO e que teve visão para buscar um DIFERENCIAL. Maravilha.
    Por que será que alguns pais oprimem seus filhos praticamente obrigando-os a seguir determinada profissão? Isso acontece em todas as camadas sociais. Passei por isso. É horrível. Amei as dicas.

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s