Reflexões

Por que, o que ou como?

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Fonte

Estas três perguntas fizeram e fazem parte da minha vida desde muito nova.

Sempre fui muito questionadora. Faz parte da minha natureza querer entender todos os processos. Não faz nenhum sentido, pra mim, fazer algo simplesmente porque “tenho de fazer”.
Fui chamada de rebelde e insubordinada por muitas vezes e me sentia mal porque as pessoas geralmente não tinham resposta para minhas perguntas.
Esta foi a fase dos meus “porquês”.

Depois de crescida, comecei a buscar, eu mesma, as respostas, e então me veio outra dúvida: Como?
Como faço isso? Como consigo aquilo? Como chego ali? Como volto pra lá?
Estas eram perguntas que eu fazia a mim mesma e, não me aquietava enquanto não conseguisse estas respostas.

Eu sempre fui muito independente. Amigos próximos já me disseram que sentiam que eu não precisava deles. Sempre fui do tipo que preferia fazer tudo sozinha e fazia muito bem.
Até que aprendi a arte de aprender com os outros, coisas que eu nem sabia que queria/ precisava aprender.

Hoje, com 30 anos, percebo que cada uma das minhas buscas fazem parte de mim e estão intimamente ligadas ao que conquistei até aqui.

Depois de um tempo, parti na busca dos “o quês”. O que eu quero pra mim, o que posso fazer de melhor, o que fazer para ajudar outras pessoas, o que aprender para me desenvolver como indivíduo, e assim por diante. E dos “o quês” surgem os “porquês” e os “comos”. Os dois últimos são fruto da minha busca e de muitas lágrimas.

Como estão os seus questionamentos?
Se hoje eu pudesse te sugerir uma pergunta para fazer a si mesmo, eu te convidaria a refletir no “como”.
Geralmente nos viciamos em perguntar aos outros e esquecemos que esta é uma resposta que vem de dentro. O “meu como” dificilmente será o mesmo pra você. Somos pessoas diferentes, vivendo em ambientes e com pessoas diferentes, com histórico de vida diferente e com objetivos relativamente diferentes.

Talvez você já tenha perguntado a muitas pessoas como faz para conseguir resolver isso, ou como encontrar aquilo, como chegar lá, como ter algo…
Você precisa começar a perguntas aos outros “o que” foi feito e ouvir, para assim, aprender com a história alheia.
Deixe que os “comos” virão naturalmente.

Busque mais, procure mais, se perceba mais e deixe que os outros sejam apenas referência e não seu objetivo ou guia.
Você não estudou tudo o que estudou, não viveu tudo o que viveu: alegrias, tristezas, vitórias, lutas, para guardar em uma caixinha e não tirar nenhum proveito.

Faça as perguntas certas e as respostas certas virão.

Você tem mais respostas em si mesmo do que imagina, isto não quer dizer para se fechar em si, e sim, para não viver a história do outro.
A sua história está sendo escrita. Como? Isso só você pode saber. 😉

Um abraço.

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