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Sem culpas ou desculpas

Ontem eu estava assistindo a um vídeo na internet e uma palavrinha que a apresentadora usou me fez escrever todo este post!
Logo na hora pensei no título e nos tópicos e comecei a escrever no bloco de notas do meu celular.
Já falei com vocês em posts mais antigos que sou totalmente contra levarmos culpa dos erros do passado em nossas costas.
Eu já sofri muito porque carregava o fardo das expectativas dos outros ao meu respeito.
Constantemente agia de forma a ser o que os outros queriam que eu fosse, pois o meu próprio jeito não era o suficiente.
Também não conseguia me perdoar de coisas erradas que fiz no passado porque achava que jamais teria desculpas, e isto só me trazia mais tristeza e dor. Além disso meu perfeccionismo piorou, eu comecei a exigir mais do que o normal de mim mesma e também dos outros. (Mas muito mais de mim mesma).
Lógico que, algumas pessoas não sabiam lidar com a situação e não me ajudavam, pelo contrário, me enfiavam em um buraco maior ainda e eu achava que jamais seria uma pessoa “boa”.
O que quero te falar é que, quer você queira, quer não, as pessoas vão continuar te rotulando, te jugando, te apontando dedos e te tratando como se fosse ainda aquela mesma pessoa que cometeu determinado erro no passado.
Muitas pessoas não veem, ou não querem ver sua mudança.
Carregam um olhar viciado em te ver cair e errar. Às vezes até esperam sua queda para provar que estão certos, mas não enxergam que você errou uma vez no meio de dez mil acertos.
Não posso te falar que esta situação vai mudar, porque talvez não mude.
Aqui vai um exemplo simples disto:
Sempre que vou pra Santos, para a casa da minha família, continuo sendo “a preguiçosa”que não gosta de ajudar nos afazeres domésticos. Eu era assim? ERA!! SUPER!  Eu sou assim hoje? Lógico que não mais! Até porque, como conseguiria manter minha casa aqui em São Paulo tão linda, limpa, perfumada, organizada, ai ai… rs
Elas não me chamam de preguiçosa, mas os comentários tanto em casa quanto com amigos são os mesmos. Como se eu nunca tivesse saído de casa e nunca tivesse ajudado em uma louça sequer.
No começo eu tenta me impor, mas sabe de uma coisa… pra que?
O que mudou nisto tudo? Meu olhar. Quando vem algum comentário neste sentido eu simplesmente finjo que nada aconteceu e sigo minha vida. Não me incomoda, não me dói. 
Não forço a barra sugerindo uma faxina só pra mostrar que eu limpo, mas também não viro a folgada para mostrar minha indignação.
A vida segue. A minha pelo menos seguiu.
Assim como esta situação que compartilhei com vocês, quero que se lembrem de alguma situação em que sempre te apontam os dedos, mas que você vive tentando mudar e acha até que conseguiu: ajudar mais em casa, ser mais atencioso (a), mais romântico (a), nos estudos, no comportamento, no trato com as pessoas, etc.
Pense sobre isto e reflita agora em cima da sua postura em relação a tudo.
Se você parar pra pensar, tem três opções: 
– Ou você segue sua vida peitando todo mundo e faz sua propaganda para que os outros vejam que você mudou; 
– Ou você sofre da síndrome do coitadinho. “Olha só pra mim. Ninguém me entende. Ninguém vê que eu mudei. Nossa, como sofro!”
– Ou você segue sua vida em paz comemorando suas vitórias, fazendo auto- análises para continuar progredindo.
O triste nisto tudo é que as pessoas, na maioria das vezes, escolhem as primeiras opções.
Você conhece um chatão ou uma chatona que vive se auto promovendo, falando tudo o que fez ou deixou de fazer?
Tem gente que faz o bem para os outros e logo espera um troféu e quando não recebem viram verdadeiros bebês mal humorados.
Talvez seja alguém que já fez tanto para agradar os outros, mas não conseguiu ficar bem consigo mesmo e precisa mostrar que mudou. 
Muito possivelmente algumas pessoas perceberam a mudança, mas o orgulho não as deixa elogiá-las e assumir que o conceito anterior não é mais o mesmo e deixa a pessoa sofrendo a vida inteira sem o reconhecimento de seu desempenho.
Também você deve conhecer algum “coitadinho”. 
É aquela pessoa que nunca “fez nada de errado”, os outros que erram com ele.
Ninguém o  entende e por isso ele prefere se colocar como vítima e provocar a pena das pessoas ao redor.
Também faz uma auto propaganda, mas de uma forma mais sutil.
Quem ouve até pode cair nesta armadilha e acaba inflando o ego desta pessoa com este tipo de discurso: “Imagina. Você é uma ótima pessoa. As pessoas veem sim! Não fique assim. Você é assim, assado, faz isso, faz aquilo… “
Reconheceu alguém? 
Pois é. Eu fujo deste tipo. Simplesmente não tenho paciência!
Eu decidi ser o terceiro tipo porque penso que ninguém é culpado das minhas decisões.
A atitude de pessoa alguma pode determinar a forma como eu me comporto diante das minhas dificuldades, traumas, temores.
Não caia nesta de se achar “sem jeito” ou “o bonsão incompreendido”. Primeiro porque ninguém vai te suportar. Eu detesto quando a pessoa fica tocando trombeta pra ela mesma seja através do grito ou do choro. E segundo que você só vai estagnar.
Deixe que as pessoas olhem para você e enxerguem por si mesmas o quanto você cresceu na caminhada.
Agora, não se preocupe porque poucos são os que te darão um elogio.
Nossa sociedade é egoísta de mais para admitir que você mudou.
As pessoas (nem todas, tá?) não querem (no fundo) que os outros melhorem, pois não terão mais argumentos para te criticar e também porque quando alguém cresce, os que ainda não cresceram ficam em destaque. Aparecem comparações.
Quem está pronto para ser comparado ou para ser pressionado?
É mais fácil fingir que ninguém mudou. A não ser para pior, lógico. rs
Tome uma postura diferente!
Não se acha a última bolacha do pacote nem o coitadinho.
Seja você com toda sua autenticidade.
Queira crescer porque você vai se beneficiar e também as pessoas ao seu redor serão beneficiadas junto!
Pense nisto!
Pense!
Um abraço.
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