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Escravos livres

Há alguns dias atrás eu estava no supermercado, na fila do caixa rápido.
Antigamente a fila era única. Inclusive havia uma corda que mostrava a direção para fazer a fila. Hoje já não é mais assim. O novo gestor tirou a corda e cada um pode ficar em um caixa diferente. Isso ajudou muito. As filas andam muito mais rápido. P
O problema é que as pessoas ficaram condicionadas à situação anterior e ainda, talvez por instinto, acabam formando a fila única.
Frequentemente os funcionários tem de pedir aos clientes que se espalhem pelos caixas pois o formato de filas mudou.

Quero fazer uma relação desta cena com outra talvez conhecida por muitos.
O elefante é um animal gigante. Ele pode carregar troncos de árvores pesadíssimos e ao mesmo tempo é conhecido por nós pela doçura.
Para adestrá-lo, seus donos costumam, desde que eles são bebês, a amarrá-los com cordas nas patinhas e prendê-los em árvores.
Como eles são muito pequenos, tentam sair do lugar, andar, mas a árvore é muito pesada e além de eles não conseguirem andar, ainda se ferem.
Depois de tanto tempo tentando acabam desistindo com receio de se machucarem ainda mais.
Quando grandes, os donos já não os prendem às árvores. Durante a noite, para que eles não fujam, eles simplesmente posicionam o elefante ao lado de uma árvore e lhe ata uma corda (presa à nada) em uma das patas.
O elefante não tenta mais fugir pois em sua mente,está preso à esta grande árvore. Não vale a pena tentar.

Por muitos anos fomos colonizados, catequizados, manipulados para vivermos e sermos de uma forma.
Vivíamos como escravos que acreditavam que eram menores que seus “donos” e nunca reagiam às ameaças pois acreditavam que poderiam apanhar ou morrer.
É difícil acreditar que um escravo que possuía muito mais força e que era em maior número só tentava fugir e nunca se defender.
O espírito de coletividade nem sempre estava presente, era cada um por si.

O que quero dizer com tudo isto?
Vejo que hoje em dia ainda vivemos assim.
Temos o potencial pra mudar o mundo, para transformarmos nossa história, para transformarmos vidas, mas ficamos presos à corda que está atada a… Nada!
Acreditamos que somos pequenos, que devemos aceitar as besteiras e abusos dos outros.
Digo isto em relação à tudo: política, relacionamentos,carreira, potencial, etc.

Se soubéssemos do nosso verdadeiro potencial nos posicionaríamos frente às barbaridades que alguns quereme nos impor e seríamos mais felizes, sem algemas reais ou imaginárias.

Solte-se! Liberte-se!
Viva com todo o seu potencial!
Se ainda não sabe quais são suas habilidades, busque e só se contente quando encontra-las!
Faça mais pelo seu país, independente do politico à frente.
Não espere aplausos, nem sempre eles virão!
Não espere os outros fazerem para você começar, talvez isto também nunca aconteça. Talvez você deve começar para contagiar os outros.
Não se renda, não se curve, mas seja humilde. Aprenda com os outros.
Lembre de seus acertos e vibre com eles, lembre de seus erros e tire aprendizados.

Solte seus grilhões e viva o melhor que a vida te der.
Não somos mais colonizados.
Somos agentes de transformação e não mais usados pelas minorias.

Pense nisso! Pense!
Boa semana.

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