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Texto de quarta

Parece que foi ontem que te segurei nos braços e vi em câmera lenta seu doce sorrir.
Me pego admirando seus movimentos, lembrando dos primeiros passos, das brincadeiras mais tolas que te faziam cair na gargalhada.
Às vezes desejo que fosse menor para caber novamente em meu colo e por outro lado, às vezes gostaria que ainda não falasse, para não ouvir certas palavras que me fazem tanta dor.
Vejo que já fez suas escolhas e não quero te segurar pois sei que precisa voar com suas próprias asas, mas penso que já passei por estas situações e já imagino o fim desta história, mas prefiro te deixar ir. Prefiro te observar. Sei que certas coisas não competem a mim e que precisa levar seus próprios tombos para conhecer a dor da cicatrização.
Quando queria ser mãe, na verdade não sabia o que queria.
Ser mãe não tem explicação. Não tem palavra que resume, não tem dicionário que descreva. 
Tem o dia a dia que ensina e a alma que nunca se cansa em aprender.
Aquelas pernas gordinhas, cheias de dobrinhas que tanto gostava de morder, hoje se tornaram pernas fortes que seguem de um lado para o outro a fim de encontrar uma direção e, aquele dedinho que apertava tão forte o meu, hoje escreve, planeja, toca…
Os anos passam e te ver desabrochar é um prazer!
Te amo simplesmente porque te gerei, porque você faz parte de mim.
Ninguém te substitui e nada é mais importante.
Te amor porque é minha obrigação e a faço com devoção.
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