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Texto de quarta

E em pedaços caído no chão, encontrei aquela foto que um dia te dei.
Estávamos lindos, de mãos dadas, sorrisos abertos e ao fundo estava aquela árvore que tanto gostávamos da sombra.
Lembro-me que quando a descobrimos, decretamos nossa e todos os dias, no mesmo horário, íamos visitá-la.
Hoje, te vendo neste leito, aguardando teu tempo chegar, percebo que aproveitamos todos os momentos que pudemos e, na verdade, não sinto pena por nada que tenha feito.
Te amo incondicionalmente, te abracei, te beijei, te senti, te chamei de pai.
Não me importo com seus erros, sei que foram tentando acertar e nem lembro-me das lágrima caídas, pois só serviram para meus olhos limpar.
Entro neste hospital e pego na tua mão. Caminhamos pelos corredores e finjo que estamos naquele mesmo campo de antigamente. Revivo cada momento pois são esses que quero guardar.
Teu corpo franzino, tua pele ferida não causam tanta alegria, mas teus olhos! Teus olhos!
Teus olhos brilham! Nem parece que está onde está!
Sinto a alegria que brota e das tuas risadas, faço as minhas.
Sei que haveremos de nos despedir e já sinto tua falta mesmo sabendo que ainda estás aqui, mas não há nada igual, nada semelhante ao teu amor, ao teu afeto neste exato instante.

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