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Quando admitir uma depressão?

Não é pequeno o número de pessoas que conheço que estão em depressão.
A maioria é mulher e fico imaginando em que momento da vida delas, elas admitiram que estavam passando por este problema.
Há alguns dias atrás percebi que uma pessoa que conheço estava dando alguns sinais de “desapontamento”, cansaço excessivo, estresse demasiado e desgosto pela vida.
Fui conversar um pouco com ela e acabei constatando que esta amiga está passando por um quadro de depressão. E o pior, ela não tem com quem conversar e não se sente à vontade nem para contar para seu marido, pois acha que as coisas piorariam.
Fico preocupada porque eu gostaria de ter algo a fazer por ela, afinal é alguém muito querida e cheia de energia.
Aparentemente ela demonstra força, mas na verdade, é frágil e precisa de cuidados.
Isto me faz lembrar minha mãe.
Algo que sempre admirei nela foi a força e a garra que sempre teve para conquistar tudo.
Meu pai faleceu quando eu e minhas irmãs ainda éramos bem pequenas e minha mãe, desde então, assumiu uma postura de mãe e pai.
Trabalhou em dois empregos, já fez plantõe e mais plantões, vendeu coisas para fora e sempre se preocupou com minha educação e a das minhas irmãs.
Sempre primou pelos nossos estudos e que, como ela mesma sempre diz, eu e minha irmãs não passássemos pelas necessidades que ela já passou.
Há alguns anos atrás, minha mãe sofreu deste mal, chamado depressão.
No caso dela, ela apresentava falta de lítio, que em quantidade insuficiente pode apresentar os sintomas que já conhecemos: desânimo, cansaço extremo, etc.
Depressão não é algo que você pode “fugir”. 
Não significa ausência de problemas e tão pouco é o fim da vida.
É engraçado como hoje admiro muito mais minha mãe.
Hoje, ela se permite ser mais sensível, demonstra seus sentimentos (o que antes não fazia), ri com mais frequência, é mais carinhosa (ainda que eu não faça o tipo “te amo, me dá um abraço” rs) e mesmo com suas limitações vive um dia por vez, lutando, se dedicando.
Atualmente ela faz faculdade. Na verdade, algumas matérias que ela acha interessante, cuida da sua saúde com mais dedicação (o que eu também não via antes) e, acredita que até chegou a arrumar um namorado!!! Não deu certo, mas achei incrível!! Orei muito para que ela namorasse. Acho que orei errado, deveria orar para ela conseguir um marido, não um namorado! rsrs
O que eu tenho pra te dizer hoje é que se você tem percebido falta de disposição, fora do ¨comum, choros sem motivo ou extrema sensibilidade, também, se você tem sentido muito sono, falta de vontade de levantar da cama, etc, procure alguém em quem confie e que possa te ajudar.
Se tiver condições, procure um profissional.
Não importa o que os outros dizem, às vezes é necessário ir ao psicólogo ou psiquiatra ou até mesmo tomar remédios. 
Não se sinta envergonhada!
Saia para caminhar, mesmo que sem vontade.
Também, ainda que não queira, saia mais com seus amigos, pratique alguma atividade física. Ela vai te ajudar a produzir endorfina! A endorfina te dá mais pique. É conhecida como o hormônio do prazer.
Não se renda! Não se esconda! Não queira parecer super forte!
Ninguém é super-herói. Você tão pouco.
As pessoas não vão deixar de te admirar por este problema. É uma doença, como qualquer outra.
Se sentir que está mais grave e que ideias de suicídio tem surgido em sua mente, fale isto para alguém e procure não ficar sozinha.
Fique firme, mas admita suas fraquezas!
Independente de qualquer coisa, todo ser humano precisa de cuidados e sempre tem alguém louquinha para oferecer um abraço!

Bom fim de semana! Você merece! 😉

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